Feriado Nacional
Sete de setembro passou e não fosse o aniversário do meu finado avô, Waldemar Adjamar, brasileiro de Sergipe, nada me faria lembrar do significado histórico desta data. É nesse ponto que os americanos do norte são fodas. O dia da independência deles é mais festejado que o natal. O hino daquela nação toca em todos os filmes que fazem e um dos maiores astros da industria cinematográfica mundial é governador do estado mais badalado e descaralhado que eles têm. Frase do cara na Veja: Ainda somos um exemplo a ser seguido.
Pondo de lado toda a desgraceira diarréica que eles vendem através de ideais e ideologias imundas, postas na vitrine como doces baratos e sem açúcar que não trazem dor de dentes, existe uma teimosia em serem os melhores, que deve mesmo ser exemplo.
O Filme Rocky IV é um exemplo clássico.
Primeiro ? O americano típico: o lutador italiano, agora é super americano. Tem carrão, mansão, roupas e coisas caras, estilo de vida com alto padrão, mulher em casa, filho na melhor escola e ainda sobram trocados e bondade para agregar um cunhado beberrão, mala e gastador.
Segundo ? Todo americano é famoso: o cara é um astro. Sofreu pra caralho. Só perdeu para um negro no primeiro filme e teve seu treinador morto por outro negro no terceiro filme. Americano é um bicho preconceituoso filho da puta mesmo. Mas tudo sutil, quase não se percebe a coincidência.
Terceiro ? Americano não teme ninguém: Seu adversário agora é mostrado como um monstro invencível. Um russo grande pra caralho, louro, assustador de feio e mal feito um pica-pau. Usa todo tipo de produtos para ficar marombado e lança mão da mais alta tecnologia para ser o melhor num esporte simples e que requer apenas o uso sábio das próprias mãos. Aqui, no filme, os americanos são os bonzinhos; treinam pelo esforço máximo do próprio corpo e jogam limpo, ou seja, nada de bombas.
Quarto ? A honra americana: Eles nunca perdem. No máximo empatam. E, só de raiva, vão encarar o gigante atleta milico russo na terra gelada dele, segundo suas regras e condições. Agora eles é que são os ameaçados e indefesos. Os caras agora são os selvagens que vão comer o fígado do pobre Rocky Balboa. Enquanto o clima fica tenso e começam as provocações (alusão à guerra fria), o Ivan Drago usa uma parafernália do caralho para ficar igual ao Rambo, a ponto de inchar a veia do reto. E o garanhão italiano treina com toras de árvores e corre na neve, vigiado por espiões russos. Tadinho do neném.
Quinto ? A mania de Guerra: A luta final é num ringue totalmente hostil. A torcida é toda do atleta da casa. Os milicos estão todos fardados. Todos odeiam Rocky. A soberania e truculência de Drago são visíveis e só resta ao herói Balboa resistir. Isso enfurece as donzelas do Kremlin que querem que sua criação bizarra faça de tudo para esmagar o inseto americano. Mas a cada golpe do invasor ele se torna mais intimo, a torcida também torce por ele. Seu próprio oponente, que antes só queria mata-lo passa a respeita-lo. E tirando forças do fundo do orifício bostérico ele consegue a patada matadora que leva o antes invencível gigante ao chão.
Sexto ? A lábia Americana: Pronto! Ta montado o circo. Agora vem aquele discurso expansionista imperialista, entranhado de cinismo e canastrice e aquele papinho furado de quem ta cansado de saber o que ta fazendo: viu só, vocês me odiavam e eu sempre amei vocês. Só tava fudendo seu juízo pra não perder o costume e tudo mais, panties on your knees, bla, bla ,bla... Se der mole, você até chora.
Ultimo ? A mulher americana mais feia do mundo: A D R I A A A A N N N ! ! ! !
Um comentário:
Esta será uma excelente página web, você poderia estar interessado em fazer uma entrevista a respeito do jeito que você criou? Se assim for e-mail me!
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Abobra Diário.