terça-feira, 14 de setembro de 2004

Hudson

Sexta-feira, o tio de minha esposa faleceu aqui no Guará, assassinado por bandidos. Ele que era da polícia civil, estava num bar e surgiu uns assaltantes encapuzados assaltando um outro bar ao lado, e ele nem estava a serviço, mas cumprindo o dever de proteger a sociedade deu ordem de prisão para os ladrões, só que não tinha percebido que havia um outro bandido a paisana. O final foi trágico, levou seis tiros e morreu na hora.

Hudson era muito conhecido no Guará, super amigo meu, e quando o pai de minha esposa morreu a 15 anos atrás, ele assumiu esse lado paterno na vida dela. É foda quando alguém cheio de saúde morre subitamente. O enterro foi muito lindo, foi velado por todo o sábado lá na sede da Polícia Civil, domingo de manhã teve cortejo de várias viaturas, helicópteros da civil e militar jogando pétalas de rosas do céu, viaturas do Detran fechavam o trânsito até o caminho do cemitério. No enterro salva de tiros, o diretor geral da polícia civil entregou a bandeira da corporação em respeito aos 30 anos de serviço do Hudson, só pra se ter uma idéia do quando que ele era querido por todos. Morreu com 48 anos de idade, faltava 2 meses para se aposentar, deixou mulher, 4 filhos e 5 netos.

Acredito que tudo nessa vida tem um propósito, e a morte dele de alguma maneira serviu de reflexão para algumas pessoas dessa nossa grande família que não mais se importava com alguns valores familiares.

Quanto a seus assassinos, um já foi encontrado e morto, não sei se o cara reagiu a prisão. Mas a polícia aqui em Brasília tem uma lei, bandido que mata policial recebe a mesma moeda em troca.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Abobra Diário.