quinta-feira, 9 de setembro de 2004

Um período de grandes merdas

Nada a ver o que vou publicar agora, adoro crianças e tal, mas ultimamente tenho sido vítima de excreções de crianças desconhecidas. Terça-feira agora fui no clube, como todo cidadão brasiliense que gosta de ficar boiando dentro de piscina nesses dias torridos de calor. No hall de entrada do clube, acho que era o tal do Minas Tênis Clube, tive que esperar uma fila enorme pra validar uns convites que ganhei, tipo minha senha era a 750 e ainda tavam cadastrando a 600 e alguma coisa. Uma hora depois, puto pra caralho e meus filhos enchendo o saco do porque não entarem ainda na piscina, surge então uma criança de quase 2 anos desprovida de fraldas, e soltou um jato de merda em cima do meu chinelo. Olhei com cara de morte pro pai da pequena criatura, pediu desculpa e tal, e só. Só me restou ir mancando até o banheiro e tirar a diarréia que cubriu meu chinelo azul com aquela coisa líquida, quente e grudenta.

Hoje indo de metrô aqui pro trampo, recebi um vômito nas costas. Um vômito de leite qualhado e azedo. Tava sentado tranquilo lendo meu livro do Sthephen King, e derrepente sinto um coisa quente escorrendo por cima da minha camisa. Olhei pra trás e lá tava uma outra criança de quase um ano com a cabeça no ombro do pai, tava rindo da minha cara com uma baba de vomito querendo dizer:"Tio, se fudeu, te acertei em cheio". O pai nem viu, o que a sua pequena fábrica de excrementos fez. Fui reclamar, e o filho da puta, nem ficou constrangido, como se no planeta dele fosse normal as pessoas trocarem vômitos.

Tipo, eu tenho 2 filhos e passei 5 anos de minha vida, trocando as fraldas com todos os tipos de merdas possíveis dos meus filhos. Teve altas coisas punks que rolaram, uma vez acordei de madrugada pra ver porque o moleque tava chorando e quando entrei no quarto o berço tava TODO coberto de merda. tinha merda no Davi da cabeça aos pés, até a chupeta tinha merda. Até hoje tenho pesadelos com isso, porque foi traumático limpar aquilo. Com o passar do tempo, o cheiro de merda e vômito eram comuns em minha vida, tinha até perdido o nojo. No meio de tantas crianças cagando eu conseguia reconhecer o cheiro da merda dos meus filhos, e ainda tinha o poder de identificar pelo odor que tipo de alimento meu filho tinha comido.

Quando o Davi tinha acabado de largar a fralda com 2 anos e meio de idade, veio então o Samuel, e lembro de ter perguntado pra minha esposa, ela ainda segurava o resultado do exame de gravidez nas mãos:

- Vem cá, esse também vai ter que usar fralda ?
- Claro, ele vai fazer tanto cocô quanto o outro.
- Quero morrer.
- Agora não adianta chorar o leite derramado.
- Não me fale em coisas derramadas.

Felizmente, Samuel largou as fraldas a mais de ano, e sinceramente, não sou obrigado a cheirar merda e vômito de outras criaturas.

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