Odeio reuniões familiares. Junta meus pais e tios, cada um mais nostálgico que o outro, lembrando de suas juventudes tediosas enquanto tomam garrafas de cerveja e arrotam vantagens. Minhas tias gostam de falar de receitas lights, regimes que as fazem perder 10 quilos em um mês, e também do rendimento escolar de meus primos. Minha mãe sabe que eu não sou um bom exemplo na escola, e sempre que minhas tias e esposas dos meus tios resolvem abordar esse assunto, minha mãe sai de perto e vai lá pra perto do meu pai.
E claro, junto com a manada familiar, vem os malditos primos. Bando de pentelhos. A maioria é tudo pré-adolescente. Nem as primas criaram peitinho ainda. Afinal de contas já tenho 16 anos, e o melhor lugar da casa nesses momentos é trancado no meu quarto. Mesmo assim, sempre tem alguém que resolve acabar com minha paz batendo na porta. Sempre invento uma desculpa:
- Tô estudando ! Vai brincar de esconde-esconde no esgoto !
- Gustavo, sou eu. Thainá. Se lembra de mim ?
Lembrei me então da minha prima Thaina. Faz uns 3 anos que não a via, nem sabia que meu tio de Belo Horizonte, tinha vindo de Brasília, me lembro bem dela, era muito pentelha na época, tem a minha idade, brincávamos muito quando éramos crianças.
- Vai abrir ou não.
- Peraê, 1 minuto. - fiquei curioso em ver ela, era super amiga minha.
Coloco uma bermuda, estava só de cueca. Meu quarto tá meio abafado, uma zona total, empurro com os pés descalços as revistas e os cds espalhados no chão pra debaixo da cama. Abro a porta do quarto.
- E aê molequinho ? - diz ela
Fiquei um pouco assustado. Aquela garota de peitinhos minúsculos, sem bunda e que vivia com a cara suja de chocolate, estava diferente.
- Thainá ? - pergunto surpreso
- To tão diferente assim molequinho ?
Ela sempre me chamava de molequinho, a uns anos atrás eu odiava esse apelido, mas hoje tanto faz, vindo de uma boca tão doce igual a dela.
- Posso entrar ?
- Claro.
Quando ela passa por mim, fechei os olhos ao saborear seu doce perfume, devia ter perguntado que perfume era aquele, mas em vez disso fiquei observando seu corpo de mulher. Fiquei impressionado no tanto que seus seios cresceram, muito volumosos dentro de sua pequena camiseta, e suas coxas no short eram grossas e um bumbum que de tão firme nem se mechiam com seu andar suave e delicado.
- Porque você tá me olhando assim ?
- Guria, você mudou muito.
- você também, tá mais alto. Um pouco magro. Mas tá gatinho.
- E você tá bem gostozinha heim ?
- Abusado. Continua o mesmo taradinho de sempre.
Ela começa a xeretar as minhas coisas, mexer nas minhas gavetas. Pega com certo interesse minhas revistas de sacanagem, começa a folhear elas. Ela senta na minha cama e eu chego perto dela, ainda em pé.
- Interessante saber que você gosta de ler revistas de sacanagem.
- Eu gosto. Quem não gosta de uma sacanagem não ? - disse ela jogando a revista no chão e me encarando ainda sentada na cama.
Ficamos nos olhando por uns 10 segundos, olho a olho. Eu em pé na frente dela, só de bermuda e ela com a cara na altura da minha cintura. Começou então a observar o volume na minha bermuda, sentia que ia rolar algo ali. A nossa ligação física era muito grande, mesmo depois de 3 anos sem nos ver, ainda sentíamos aquela atração amiga, só que agora essa atração era mais física. Em pé, ficava observando o decote de sua blusa, carregando seus fartos seios de adolescente-mulher. E ela agora sem nenhum pudor, alisava minha coxa com seus finos dedos por debaixo da bermuda. Derrepente:
- Gustavo, o teu tio Américo chegou. Tá querendo te ver. - gritou minha mãe por trás da porta
Nossos corações assustados pareciam querer pular de nossos peitos, ela tirava a mão rapidamente de minhas coxas, envergonhada, e eu encarava seus lindos olhos esverdeados quase cobertos pelo seu liso cabelo castanho claro.
- A tua prima Thainá estava perguntando por você, ela passou por aqui ? - perguntou minha mãe com sua voz estridente
Agora você decide:
Qual deve ser a resposta de Gustavo ?
A - Pode entrar mãe , a Thainá está aqui conversando comigo.
B - Mãe, ela não passou aqui não, estou estudando, daqui a pouco eu saio do quarto.
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