segunda-feira, 8 de novembro de 2004




Meu analista me falou uma vez "João, sempre que você sentir meio pesado, coloque seus sentimentos no papel". E é o que estou fazendo agora, escrevendo minhas amarguras existenciais, registrar o que me corrói por dentro. A primeira coisa que me aparece na cabeça é Virgínia. Como eu era apaixonada por aquela garota, na sala de aula sempre procurava sentar ao seu lado, sentir o seu aroma e observar seus gestos delicados, a maneira que ela segurava o lápis, e quando enrugava a testa tentando entender as fórmulas de física, tudo nela é perfeito. Os cabelos negros as vezes cobriam o seu rosto, gostava quando ela amarrava o cabelo, sua orelha era perfeita, até a nuca me deixava excitado, já os seus olhos castanhos esverdeados, nunca me olharam diretamente. O que ela ia querer com um magricela cheio de espinhas, Virgínea tinha um namorada que cursava faculdade e ainda tinha carro. Doce ilusão, ela nunca usaria a garupa da minha bicicleta para um passeio no Parque ou uma carona até seu casarão na Rua dos Nobres.

Na época eu acreditava nos meus sonhos, quando eu queria uma coisa, eu ia atrás e conseguia. Meus pais não podiam me dar o luxo de uma bicicleta nova ou uma camiseta oficial da seleção, coisas que adolescentes gostam de ter. Tinha muitas maneiras de ganhar dinheiro, como vender jornal, distribuir panfletos em caixas de correio pelo bairro, mas o que me deu rendeu um bom dinheiro mesmo foi transar com a Dona Mirtes. Mirtes era uma viúva de 52 anos, no início eu apenas cortava a grama do seu jardim e podava a cerca viva, foi num desses convites pra tomar um refrigerante dentro de sua casa que ela me ofereceu cinco mil cruzeiros pra chupar o meu pau. Aceitei na hora, apenas fechava os olhos e pensava na Virgínia quando a velha me ordenhava o pau sem a sua dentadura. Então resolvi lutar pela Virgínea, foda-se se o namorado era um universitário e tinha carro. Uma vez depois de transar com a velha resolvi me desabafar sobre a Virgínea, contei pra Mirtes sobre minha paixão impossível, apenas queria desabafar com alguém, não tinha amigos, e a velha era a figura mais íntima na minha vida naqueles tempos.

- Ela é linda, tem um olhar diferente, não existe adjetivos pra definir aquele olhar. Estou apaixonado dona Mirtes. Virgínea tem que ser minha.

Ela ainda colocava seu enorme vestido com bolinhas amarelas, ainda de costas com suas enormes nádegas com celulites que pareciam pedaços de pedras encruadas na pele, me disse ainda sem a dentadura

- Virgínea ? A filha do seu Alencar e dona Maria ?
- Sim , você conhece ela ? Conhece ?
- Claro que conheço, carreguei ela no colo, fui amiga da família. Mas pode esquecer a garota querido, ela é praticamente virgem e a família é muito religiosa assim como o namorado dela o tal do Rodolfo.

Fiquei em silêncio, vesti minhas roupas. A velha estava tirando o dinheiro da carteira pra me dar e eu a interrompi: "Dona Mirtes não quero o seu dinheiro, quero que você me ajude a conquistar a Virgínea". A velha me olhou nos olhos, sentou na cama, e fez um sorriso malicioso esticando as rugas e engordando a papa debaixo do queixo.

- Queridinho Joãozinho, eu não sei como eu poderia te ajudar, não me leve a mal, você não tem nada a oferecer a ela.
- O que eu tenho a oferecer a ela é o mais puro amor. Minha devota existência aos caprichos dela, seria seu escravo. Faço qualquer coisa pra tela nos meus braços.
- Qualquer coisa?
- Qualquer coisa.
- E você tem um plano ?
- Não tenho agora, mas como você conhece a família eu vejo uma possibilidade

A velha desgraçada então sem nenhuma cerimônia deitou sobre a cama e abriu as pernas e por debaixo da saia mostrava sua velha vagina, quase coberta pelo acúmulo de gordura da sua barriga, era abundante os pêlos e dali vinha um odor repugnante.

- Se você quer que eu lhe ajude, então quero que me chupe.
- Fazer sexo oral ? ? disse não acreditando
- O último a tocar os lábios no meu sexo foi meu marido a quinze anos atrás, quero relembrar essa sensação única. Você disse que faz qualquer coisa, esse é o preço pelo amor que tanto deseja.


Agora você decide:
Qual deve ser a reação de João ?


A - Afundar a boca com língua e tudo, nas carnes trêmulas do sexo da velha Mirtes, e conseguir então uma importante aliada na conquista de sua amada Virgínea.

B - Não aceitar essa proposta repugnante. É melhor encontrar uma outra alternativa.

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