Parte 4
Cavei um buraco na parte baixa do jardim, um lugar perto de um pé de manga, no pomar, cavei quase uns 2 metros, e na hora de carregar o resto dos corpos, comecei a chorar, me ajoelhei no chão e não conseguia mais vomitar porque estava com o estômago vazio. Me passou pela cabeça que talvez eu fosse um esquizofrênico, será que eu matei essas pessoas, esses meus ataques epilépticos, eram sintomas de uma dupla personalidade ? Não posso ficar nervoso outra vez, se não poderia ferir Virgínea. Joguei as partes dos corpos no buraco junto com a terra que estava coberta de sangue, depois joguei um saco de cal que tinha na casa de ferramentas pra abafar o cheiro e então joguei de volta a terra na cova improvisada. Tinha sangue das vítimas por todo lado do meu corpo, tomei banho de mangueira perto da piscina, a janela de Virgínia ficava do outro lado da casa, ela não estava por perto, a água vermelha que escorria do meu corpo foi facilmente sugado pelo gramado aos meus pés, então ouvi uma voz.
- Ei ? - era Virgínea vindo na minha direção. Limpei as mãos ainda vermelhas e debaixo das unhas enquanto ela se aproximava. - Está tomando banho de mangueira ?
- Tá um calor né ?
- Sei que você é jardineiro, mas somos colegas de escola, se quiser tomar banho na piscina comigo, não tem problema.
- Seria ótimo, mas não tenho calção de banho.
- No armário da sauna tem alguns shorts de banho - disse ela vestida num roupão. - Vamos, não fica com vergonha, meu pais só chegam amanhã.
Ela foi na frente e eu atrás, ainda tive tempo de limpar a sola do meu pé que ainda tinha vestígios de sangue. Pensei então se teria algum outro rasto de sangue pelo jardim, ou até na cozinha onde vi eles pela última vez. Mas não vi nenhuma marca. Coloquei o traje de banho e fui até a piscina, meio acanhado com a minha magreza, e ela exuberante sem o roupão mergulhando de ponta contra na água inerte. "Entre menino, está uma delicia", pulei em pé na parte mais funda, e dei umas nadadas toscas em direção a outra extremidade sem nenhuma técnica, ela com braçadas leves parecia uma sereia deslizando submersa dentro daquele biquíni. Nadou até o meu lado, onde saiu da água se secando no roupão.
- Passa óleo nas minhas costas - disse deitando de bruços no beira da piscina
- Claro. - sai da piscina
Coloquei o óleo viscoso na minha mão, ela não tinha a pele tão escura para usar bronzeador, podia até falar alguma coisa sobre câncer de pele, mas fiquei calado, não queria estragar aquele momento. Somente um momento sublime como aquele pra me fazer esquecer todo aquele derramamento de sangue de minutos atrás, sua pele nas costas era perfeita, quando passava a mão sentia sua elasticidade natural. Minhas mãos não eram suaves como deveria ser do seu namorado medíocre, eram mãos marcadas pelo trabalho braçal, quando passei o produto em suas costas fiquei com medo que minhas mãos agredissem sua fina e delicada cútis.
- No bumbum também, João.
- Claro - me controlei para não ficar excitado
Os seus glúteos como eu havia imaginado eram firmes, não precisava usar aquelas calças jeans que levantam artificialmente o bumbum, as suas nádegas eram lindas, tudo nela era lindo, desde os pés até o fio mais alto do seu cabelo. Lambuzei o bronzeador em toda extensão de suas pernas, as coxas eram grossas na medida certa e nem muito finas igual a algumas garotas anoréxicas, passei óleo entre as pernas a poucos centímetros do volume do seu sexo.
- Você além de ser muito habilidoso com as plantas, também é com as mãos. A sua namorada deve adorar essas mãos - disse de olhos fechados
- Não tenho namorada.
- Gosto da maneira que você passa a mão sobre o meu corpo, o Rodolfo não tem esse tipo de toque com as mãos. As mãos dele não possuem essa paixão. - fiquei em silêncio segurando minha excitação - Eu li num livro que diz que a maneira que um homem alisa a pele de uma mulher, pode revelar se ele será um bom amante ou não.
Ela então se virou e ficou de frente deitada, pegou a minha mão e a projetou sobre a sua barriga dizendo "Aproveita e passa aqui também". Sua barriga tinha um lindo umbigo, a parte do corpo que eu acho mais esdrúxula é o umbigo, um buraco no corpo que não serve pra nada, mas até nela servia como ornamento. Seus seios estavam com os bicos ouriçados por causa da água fria, tomei a liberdade de passar ao redor de seus firmes seios o óleo, meus dedos sentiam suas costelas como ondas a cada deslizada sobre usa pele. Passei nas pernas que brilhavam no sol, e mais acima da sua púbis. Naquela hora cheguei a pensar que se tivesse um último desejo em minha vida, seria beijar todo o seu corpo em sinal de adoração. Meu coração fervia de desejo.
- Engraçado, não vi Lucrésia nessa tarde. - perguntou
- Esqueci de dizer, ela foi na casa de uma tia que estava enferma, disse que voltaria mais tarde. - inventei
- Traz um suco pra mim.
- Hoje sou seu empregado particular.
No caminho até a cozinha percebi minha excitação varando o short de banho, fiquei envergonhado, com certeza Virgínea tinha reparado essa minha ereção. Por incrível que pareça ela estava me provocando. Pensei , como posso conseguir me manter excitado depois do banho de sangue que presenciei, deveria estar traumatizado, em estado de choque, mas não, estava apenas pensando em Virgínea, pensei se isso era normal, mas existe segredos que só o amor sabe.
Lembro que fui até a cozinha, com o short de banho e sem perceber Virgínea veio atrás, e antes que eu abrisse a geladeira, ela na porta atrás de mim dizendo "Não abra a geladeira". Ela estava com o roupão, e foi se aproximando de mim vagarosamente e eu ainda segurando a porta da geladeira ainda fechada, me recuperava do susto. "Você me assustou", disse. Então ela segurou as minhas mãos e me puxou até perto da pia e me beijou o rosto, o canto dos meus lábios e deixei ela passar sua língua de encontro com a minha boca, onde finalmente nos deliciamos com um beijo, um beijo sublime, sua saliva era agradável e nossas línguas de entrelaçavam em movimentos suaves, então tirei o seu roupão e tocamos nossas epidermes, uma de suas pernas começou a cruzar com a minha, e serviu de apoio quando a segurei pela cintura e a sentei no balcão ao lado da pia. Ficamos nos beijando muito até nossos rostos ficarem vermelhos com a acidez de nossas bocas. Ela então desamarrou a parte de cima do biquíni mostrando seus lindos seios, fiquei apalpando eles e projetei minha língua na maciez de seus mamilos, ela se contorcia de desejo. Então a deitei no chão da cozinha e desamarrei a parte de baixo do seu biquíni mostrando o contorno de seus pêlos acima de seu sexo. Foi quando ela disse "Como você deve saber, eu sou virgem, então faz com carinho".
- Porque você acha que eu sei de sua virgindade.
- Você estava no meu closet ontem escondido.
- Como você descobriu ?
- O seu cheiro impregnou o meu closet, minhas roupas, eu conheço o seu cheiro.
- Mas...
Eu ia perguntar mais coisas, mas ela me interrompeu tirando o meu pênis de dentro do calção, e o acariciava e se ajoelhava no chão. "Fique em pé", disse ela. Então começou a beijar a base do meu pênis que permanecia o mais ereto possível, e lambia meu saco escrotal, e sua língua subiu toda a extensão do meu falo, e no topo ela mergulhou os lábios carnudos e molhados, minha pernas chega ficaram trêmulas, puxei então uma cadeira ao lado e me sentei enquanto ela continuava ajoelhada sugando meu membro. Apenas acariciei seu cabelo úmido e ela olhava nos meus olhos e me via sorridente. E ela sugava rapidamente e a contive, porque estava quase ejaculando. Então a deitei sobre a mesa no centro da cozinha e abri suas pernas e seu sexo era lindo, puro e imaculado, comecei a beijar ao longo de suas coxas até a sua voluptuosa entrada. Minha língua então sentiu o sabor de seu sexo, a sua fragrância penetrava no meu nariz, e rapidamente todas as extremidades de seus lábios ficaram molhados pela minha saliva e pela viscosidade de sua excitação. Deitei em cima dela, ainda sobre a mesa e passei a cabeça do meu pênis em torno de sua vagina, molhando-o em seu fluído , então comecei a penetrar vagarosamente e ela me beijava o rosto, a boca, e então a penetrei de uma vez, Virgínea soltou um grito que consegui abafar com minha mão em seu rosto e com isso ela fincou os dedos nas minhas costas, arrastando parte da minha epiderme em suas unhas, deixando um ferimento superficial. Ela lacrimejou, não apenas de dor, mas de paixão ao olhar para os meus olhos quando ainda a penetrava freneticamente, e disse quando tirei a mão de sua boca "Eu te amo, para sempre e serei sua completamente", então suas pernas se amarraram contra as minhas e gozamos juntos. Ficamos sobre a mesa nos olhando, olhei meu pênis e tinha o sangue de seu hímen, que respingava sobre a mesa.
Nunca vou me esquecer depois de todos esses anos aquelas palavras "Vou ter que limpar de novo esse sangue na mesa". Olhei para ela e perguntei: "Como assim de novo ?". Me levantei da mesa rapidamente e fiquei olhando para ela, esperando uma resposta. Perguntei novamente "Porque você tem que limpar esse sangue na mesa de novo ?", ela pegou o roupão no chão se vestiu e sentou numa cadeira ao lado. Na maior naturalidade me ordenou "Pegue o suco na geladeira", e fiquei sem entender "Pegue o suco na geladeira, estou lhe pedindo". Já com o calção de banho vestido, fui até a geladeira e quando abri sua porta, parecia que estava abrindo a porta do inferno. Em suas prateleiras tinha um corpo decapitado, desmembrado, encaixado em seu espaço interno. Braços e pernas separados nas prateleiras, o tronco e mãos amontoados em um canto e a cabeça de Rodolfo dentro de um balde.
- Você é a psicopata ! Você é a psicopata !
- Calma João, eu tenho uma explicação
- Que explicação ? Você é uma assassina. Matou a velha Mirtes, o jardineiro, a empregada o teu... teu... namorado ! - gritei apontando pra cabeça de Rodolfo apática dentro da geladeira.
- Ex-namorado apartir de hoje ! - disse calmamente
Agora você decide:
Qual deve ser a reação de João ?
A - Sair correndo até a delegacia mais próxima e deletar Virgínea, a suposta psicopata.
B - Ouvir a explicação de Virgínea, afinal de contas ela provou amar João lhe entregando sua pureza.
Não percam amanhã, sexta-feira 12, o final dessa sanguinária história de amor.
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