terça-feira, 28 de novembro de 2006



Altamira já não me respeitava mais. Foi uma amante minha quem me disse. Contou-me que a desgraçada estava a recolher um pastorzinho da igreja lá em casa, com a desculpa de rezar o terço. Nunca vi pastor rezar terço. Isso é coisa de católico.

Depois, vinha me enchendo, aporrinhando de tudo quanto é lado. 'Beléu, tú não pode continuar a beber assim', 'Beléu isso, beléu aquilo' 'Beléu, pelo amor de Deus, deixa de ir nesse saravá. Isso te arruina a vida' 'Beléu, vamos na igreja comigo' mas que raios de mulher, tá com medo de o espiríto contar algo é? Deixe estar, que o escondido se apresenta.

Naquela noite, no terreiro de Pai Sunzé fui alertado pelo Caboclo Pena Branca, que o Pastorzinho tava lá em casa naquele exato momento. Não tive dúvidas, deixei meu agrado ao santo e parti.

O dedo coçava no gatilho da arma. Tive que atirar no cão sarnento que rosnava para mim no portão de casa, de tanta raiva que eu tava. Chego em casa chutando a porta e surpreendo a mulher, o pastor e mais meia dúzia de beatas ajoelhadas no chão da sala, chorando.

-Tão chorando porque? Alguém é dono do cachorro lá fora é? Ou tão achando que Deus é surdo? Ou alguém já sabe que vai morrer?

Não sei porque, mas tinha que matar alguém e não flagrei nada. Só tavam ali rezando mesmo. Mas já tinha prometido pro santo sangue de gente.

O Pastor, sua esposa (Pastor casa é? Achei que só os padres podiam), as beatas (beata é da igreja dos crentes? Acho que sim, na católica são as papas-hóstias) começavam a orar fervorosamente pedindo misericórdia a Deus. Humpf, deviam pedir misericórdia á mim. Por fim não tive coragem de atirar em ninguém de joelhos e aquela barulheira estava a doer nos ouvidos. Como ia atirar em gente rezadeira? Isso pode dar em débito com o Quelediga, com o capiroto.

Como a vontade de sentar o dedo não passava, fui brincar com meu cachorro, ainda agonizando do tiro no focinho. Peguei uma bacia, degolei-o e colhi o resto do sangue do bicho que ainda agonizava e fui de volta ao terreiro, disposto a engabelar o santo.

Já não sabia mais se era santo ou não, só sei que Pai Sunzé tava no maior do cafuné com minha amantezinha. A coragem que me faltou lá em casa, manifestou ali. Com sobra. Enquanto o pai de santo levantava, girando os olhos e cafungando, enfiei o cano na cara do bicho e puxei. Duas vezes. Na menina dei mais dois.

Chutei a bacia com o sangue do cachorro, colhi o sangue dos dois, joguei na pedra de exú e saí.
O Pai de Santo era um malandro, mas o santo, querendo sangue, não se deixou enganar e o do cão não bebeu, nem eu por fim descumpri com o prometido a ele.

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

EMPREGO NOVO, TEXTO VELHO.



Menina pobre que era, cansada de cuidar dos oito irmãos menores, aguentar pai alcoólatra e mãe vadia já passava dos limites. Precisava sair dali.

Arrumou seus poucos pertences em uma sacola ainda com farelos de pão e um forte cheiro de mortandela e desceu o morro. Seus olhos embotados de lágrimas, seus pensamentos distantes, lá no asfalto. Aquilo não era vida para ela, sabia onde queria chegar e sabia como chegar lá. Sofreria algum tempo, mas havia de se ajeitar na vida. Sem duvida conseguiria subir, galgar os degraus do suscesso a tempo de curtir uma merecida e precoce aposentadoria.

Tinha consciência que era bonita, jovem e trepava bem, e, oque é melhor, nunca tivera preguiça. Principalmente para transar. Quiçá escrevesse um livro depois, contando a trajetória de uma menina que deu duro e venceu na vida.

Arrumou-se como pôde e foi á caça do primeiro cliente, pelo menos para pagar um lugar para dormir e alguma comida.

Mirou um possível cliente, sentado em um barzinho tomando cachaça e comendo rapadura. Devia ser um sessentão já, concluiu ela pelas rugas e pelos ralos cabelos brancos.

-Oi gatão, afim de companhia?
-Acuma? É comigo?
-Claro meu amor. Sabe, estou louca para te aquecer, lhe fazer esquecer esse frio - Já desabotoando o casaco de largas ombreiras em público - Por apenas trinta reais, te levo conhecer o paraíso.

Nisso, surgem holofotes, camêras e microfones. Uma van com gigantes antenas transmissoras e os diabos. O velhinho abraça a moça, olha a camêra e diz:

-Psit, oh da poltrona. Se você quer ajudar a acabar com o sofrimento infantil, com a triste rotina dessas vagabundas juvenis, ligue agora para 0500-2006-007 e contribua com sete reais.

-Sete reais? - Exclama a moça - Negativo é trintão.
-Mas, é de pouco em pouco que mudamos isso - diz o cearense à moça - mas se você quiser e puder (para a camêra), para doar 30,00 ligue 0500-2006-030 e tenha certeza que seu dinheiro será muito bem investido.

Ouve-se um sonóro "corta" do diretor, as luzes apagam-se, os camêras se vão e a moça sem entender nada. Não sabia que sua fama viria tão rápido, e que seria tão breve. Não foram cinco minutos de fama. Só trinta segundos.

O cearense pede mais uma pinguinha ao balconista do bar, voltando ao seu banquinho.

-Mais uma rapadurinha também? - Pergunta o balconista ao entregar a bebida.
-Rapadura não, me dá um saquinho de amendoim e fecha a conta, que já estamos de saida, não é moça? Trintão e faz tudo é? Beleza, Bora lá.

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Novas e velhas.

Gory volta em dezembro pra deleite dos seus seguidores. Pede um postador novo, que deve disputar a vaga entre varios, ate uma batalha sangrenda e desleal com dois finalistas eleitos via comments.
Como fazer isso? Nao sei, peço dicas ou sugestoes .

O bloggerman tá atualizando o template, quem tiver afim de linkar, deixa o end no post dele que a parada ta no finzinho.

VocatuS atualizado com conto do Jê e um jabazinho basico.

Bom FDS!

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Off Topic.

O caminho inverso.

É impressão minha, ou a TV aberta anda pegando na cara dura conteúdo da Net e levando pro ar?
Sem querer ser o advogado do diabo, quando o Kibeloco faz a mesma coisa aqui dentro (garimpando bagulho na rede) é chamado de ladrão, plagiador, pilantra sem escrúpulos, etc, etc, e já quando o mesmo acontece na TV , o ato muda de nome, passando a ser inovador, moderno, legal.
A internet é aberta e isso que a deixa tão atraente. Não se paga pra baixar um vídeo do YouTube, e tão pouco se recebe pra postar esse vídeo num blog.
Só que esse mesmo vídeo transmitido numa emissora de televisão, tem o respaldo financeiro de patrocinadores e já que é assim, aqui na net ainda há dono, é o cu da Maria Joana, ninguém vai reclamar se eu faturar uma grana nisso.
Vamos ver na hora que nego começar a subir material inédito (Programas e/ou novelas a serem exibidas) se esse cu ainda continua a ser da Maria Joana.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Banner moderninho.

Recorte o monitor e cole em seu blog. E deixem seus links que já que ninguem atualiza o template, eu mesmo perderei um bom e valioso tempo com isso.





Cocadaboa » Nunca linkou.

Máfia dos Pingaiadas » FICA

Kibe Loco » ...

Buzinha » Link.

Galera do POL » Link.

Leite de Pato » Não achei link. VAZA!

Templates by Boi » VAZA!

Eddie » BLOG morto.

Oeirense » FICA. Ops, fechou, VAZA...mas já voltou, FICA...

A integra » LINK ERRADO (eu acho) .

Jenaina Hang Lose » LINK mas VAZA. R.I.P.

Chuta Foca » LINK ERRADO E R.I.P. (eu acho)

A Banda Podre » Ok!

Homicidios » Link.

Shocc » Sem link. VAZA!

Mafia Pantaneira » VAZA!

Ovelha Eletrica Sem link, VAZA!

cururu.blogsome.com Add.

http://7vezes8.blogspot.com/ Add.

http://www.malucossomosnos.blogspot.com/ Add.

Atenciosamente

Equipe Blogger/PORTUGUESE.

:. WWW.LAZER.ZIP.NET .:

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Gory:

Preciso falar com voce. Se der, usa esse caralho de webmsn amanhã.

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Mama Mia!

Diretamente da Itália, na EICMA - Exposição Internacional de Motocicletas, um jeito que eu considero muito mais legal de distribuir bonés e outros tipos de brindes. Agradeçam ao fornecedor de peças Leovince.

terça-feira, 14 de novembro de 2006

Um homem quase bicho.



Petrônio Rocha era nordestino. Em São Paulo o chamavam de baiano, no Rio de paraíba, na missa de irmão. Homem forte criado no sertão, sofreu a falta de infância e aos 10 anos de idade era adulto de mãos calejadas. Não teve motivos nem tempo para aprender a sorrir ou chorar. Enterrou a mãe com o mesmo rosto que viu nascer seu primeiro filho.
Não fazia amor, fornicava, não tinha emprego, trabalhava, não comia, matava a fome.
Cedo fez família. Com o tempo, casou os filhos e filhas, vieram os netos, os bisnetos e Rocha não mudava. Sempre serio , sisudo e duro como seu sobrenome já dizia .Mas por ironia do destino, esse homem tinha uma fraqueza. E sempre que Maria, sua mulher, ouvia a voz embargada e insegura de Petrônio chamando seu nome, ela já sabia o que fazer e cumpria sua missão, indo ao socorro com o chinelo de borracha na mão:
- MARIAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!! CORRE !! NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, TEM UMA BARATA DO TAMANHO DE UM BONDE AQUI NO BANHEIRO!!
Maria se deparava com um baiano que chamavam de paraíba e às vezes de irmão , com o rosto vestido em terror, trepado na privada, com as mãos lhe cobrindo os olhos aflitos, espiando entre os dedos suados , a mulher matar o inseto com frieza assassina, quando planta a sola do calçado estoura no chão de cerâmica.
PLAFT!
- UI! Matou?!?
Era nessa hora que Maria perdoava toda indiferença do marido durante a vida sem carinho , perdoava o homem que não fazia amor, não tinha emprego, não comia .E a mulher servil, submissa ao marido severo, responde agora o apelo do macho acuado:
- Matei.
- Mas ainda tá mexendo uma perninha...
O respeito. A compaixão. Maria, se sente a mãe de cristo ao ver o sofrimento do filho, na morte certa e derradeira. Maria pensa que é santa, atendendo a oração do desesperado, é pura e imaculada quando oferece a palma da mão de apoio ao aflito:
- Desce daí seu cagão.

Bom feriado!

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Verdades nunca ditas.

Eu recebo atualmente 1189 Reais líquidos pra postar aqui.
O senhor Gory que é o fundador deste blog, recebeu este mês um cheque de 2043 DOLARES do Google. Não desmereço o Gregório, mas quase cinco paus é sacanagem se comparado com meus mil e poucos.
No mês passado, esse mesmo senhor Gory comprou um Vaio cabaço (Ele alegava que o de 2002 estava ultrapassado, um absurdo!) e queria me cobrar 1800 reais por uma merda velha e ultrapassada de 2002.
Sábado ultimo, numa rápida conversa via msn, o ser citado acima mencionou a possibilidade de compra de um XboX 360. Eu ainda tenho um PS2 tijolão com canhão meio fudido e o cara falando em 360. Se bem que deve ser do caralho jogar na sua TV de plasma, né Gory?
E pra quem não sabe, ele também recebe dinheiro gerado pelos Picolinos, visto que é sócio do James, outro filho da puta cheio de dinheiro.
Eu nunca quis ser o Gory, deve ser horrível se olhar no espelho e topar com aquela cara pela manhã, mas de justiça.
Neste exato momento esse viado deve estar brincando com seu Civic 2005 pelas lindas ruas da Ceilandia, já que na segunda que vem é feriado e os funcionais públicos de Brasília emendaram o dia de finados com o dia 20, alegando que é um desproposito trabalhar numa semana com um feriado na quarta, que no caso é a semana que começou hoje.
E eu? Bem, eu acabei de receber o trampo extra que tenho que adiantar pelo feriado de quarta e o trampo atrasado do feriado de finados, sendo enrabado e hostilizado pelo supervisor que alega que dia da consciência negra "é o caralho" e que segunda é dia normal. Portanto, quando vocês lerem um post ruim ou um vídeozinho meia boca por aqui, xinguem o verdadeiro culpado, não este pobre blogueiro, escravo do sistema, que mesmo ganhando esse merda que eu ganho, ainda me dou ao trabalho de postar algo.

Me perdoem o desabafo.
Segunda silenciosa.


terça-feira, 7 de novembro de 2006

The End.

Estou na sala de ginástica e meu pinto começa a dar sinais de cansaço. A ereção vai se acalmando. A vontade de provar a coroa não. O interfone toca. Receoso, vou atende-lo:
- Alo??
- É que vou tomar um banho a já volto. Você pode aguardar cinco minutos?
- Tudo bem.

Desliguei o telefone com a certeza de que algo iria acontecer. Vou ate a cozinha e bebo um copo d?agua. Lavo o rosto e com a palma da mão, confiro meu hálito. Estou ansioso.

Luma entra no chuveiro e começa a se lavar. A água fria percorre seu corpo e chega ao chão, morna. O efeito do banho é perturbador. A mulher toca seu corpo e pensa em Fernando. O deseja vai se enraizando. "Quer sabe? Eu vou me abrir, vou confessar esse tesão." Decidida, ela sai do banho, perfuma-se levemente e veste uma longa camiseta amarela. Escolhe uma minúscula calcinha branca e mais nada. Sorri ao olhar-se no espelho. Ela gosta de sua imagem refletida e concorda consigo mesmo, que esta bonita. Antes de sair do banheiro, ela retira sua aliança e a deixa sobre a fria pedra de mármore da pia molhada.

Ela desce as escadas com o coração disparado. Sabe que esta fazendo algo errado, mas assume as conseqüências disso.

Eu a vejo entrando com os cabelos molhados e uma camiseta amarela bem comprida.
"A branca deixava os bicos mais destacados. Hum, perfume. Será que ela esta sem calcinha??"
Ela sorri como um adolescente e custa a me fitar. Está simplesmente linda.
- Consegui algo com a TV?? - ela pergunta em pretexto.
- Nada, pra falar a verdade nem tentei. Fiquei aqui pensando...
- Em que? Em que? - Ela nota que esta agindo como uma menina insegura:

"Calma, preciso ter calma. Não posso me precipitar. Ele esta soltando faíscas pelos olhos!"

Eu a olho e não consigo parar de sorrir. Estou enfeitiçado.

- Estava pensando na senhora....em você!
- Eu também pensava em você...

Eles se aproximam lentamente, e seus olhos estão fixados. Ela é pouco mais baixa que Fernando e seu rosto implora por algo. Luma toma a frente:
- Vou direto ao assunto: Quero você...

Ela mal termina a frase e a beijo, quase com violência. Minhas mãos estão descontroladas pelo seu corpo, não sei onde toco primeiro. Aperto e sinto a firmeza de sua bunda larga e quente. Sinto seus pelos. Procuro o mais rápido possível levantar sua camisa e beijar seu seio. Ela geme e me aperta com força. Ela me interrompe:
- Vamos sair daqui, alguém pode nos ver.- Diz Luma me puxando pelo braço. Eu a acompanho.
No quarto , ela se transforma. De pé, me empurra na parede e força seu ventre contra meu pênis. Me ajuda a tirar as roupas, mas, não retira as suas. Agarra meu pau com força e se ajoelha. Eu procuro toca-la mas a posição não permite. Ela rodeia minha glande com a língua, afastando-se em seguir, eu quase implorando. Luma retira lentamente a camiseta e expõe os seios. Na sua barriga lisa, os pelos dourados são enfeites de um obra prima. Eu tento me aproximar e ela só estende os braços, me imobilizando se silencio. De costas pra mim, desloca delicadamente a calcinha e rebola em sincronia. Nua , se vira e me mostra toda. As marcas do biquíni acentuam seus fartos e macios pelos pubianos. Agora eu me ajoelho e diante de algo sagrado, passo meu nariz em seu ventre , abaixo ate seus pelos e sinto o cheiro doce da vulva, molhada de prazer, me aguardando, pronta e feliz. Eu murmuro com o rosto entre suas pernas quando três porradas na porta me dão um susto do caralho. Era minha mãe aos gritos:
- Como é que é? Vai sair desse banheiro que horas? Leva mais de meia hora pra tomar um banho...
Fecho o chuveiro e respondo contrariado:
- Já vôôô...
Mas não tem problema. Amanhã chego na casa da Luma vestido de bombeiro e facilito as coisas.

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

3

Sua nuca esta suada. Ela se abana e tenta se recompor no corredor. Ela tenta me observar sem ser notada. Espiona os reflexos dos espelhos antes de entrar na sala. Me vê, arrumando o pau nas calças . Ela recua. "Não podia ter visto isso. Ele está de pinto duro?? Mas porque ficou assim??"
A curiosidade a faz me espionar por alguns momentos e na segurança da clandestinidade, me observa atentamente.
"Nossa , pelo volume deve ser muito grande. Eu devo estar ficando louca!" Seu coração bate forte no peito.

Estou com a pica doendo de tão dura. "Mas que porra! Isso é hora de levantar assim??"
Eu me ajeito de novo, com cuidado pra a coroa não me ver. Me olho pra ver se não estou dando mancada de pau duro. "Claro que estou! "
Tiro a camiseta de dentro das calças e tento encobrir a situação. Não resolveu muito, mas melhorou um pouco. Começo a pensar na mulher sozinha. " Que gostosa!!"

Passados alguns segundos, a coroa entra na sala. Tem o rosto vermelho e os bicos de seus seios estão quase furando a camiseta de algodão. Não tenho como desviar os olhos. São bicos inchados e estão implorando algo. A mulher tenta disfarçar:
- É...bem, não achei o manual....- ela olha meu crachá e continua - Fernando, é isso ?
Estou meio zonzo, meio bêbado. Acho que meu cérebro liberou toda testosterona de uma só vez.
- Me chamo Fernando. - Falei inseguro. Ela me olha nos olhos. São olhos cheios de vida.

"O nome dele é Fernando, eu já sabia. De perto ele é mais bonito. Tem uma boca linda e um sorriso aberto. Daqui a pouco vou começar a babar pelas pernas. Estou pegando fogo. Porque ele não me beija? Porque ele não põe suas mãos em meus peitos? Eu sou uma puta mesmo. Eu quero esse homem!"
Ela estende a mão insegura. É um aperto de mão formal. A mulher sente-se envergonhada:
- Nessa confusão, nem me apresentei, peço desculpas....
As mãos de ambos estão suadas. Elas se tocam. Por hora era o primeiro contato físico.

Eu assumo o rumo da conversa:
- Bem, sem manual fica difícil. Posso tentar. (Meu pau vai acabar rasgando a calça!)
- Ok. Você quer algo, um café, um suco? (Vou acabar gozando só de falar com esse cara!)
- Um café seria uma boa idéia. (Te comer então!!)
- Vou fazer um cafezinho. - Ela sai , agora quase rebolando propositalmente.

A mulher segue ate a cozinha. A razão começa a tomar conta de sua mente:
"Nem sei onde tem cafeteira aqui. Quase acabo fazendo um besteira! Nem conheço esse homem! Não sei de onde veio essa atração. Estou encharcada! Preciso de um banho..."
Ela aperta o interfone interno. Não quer mais ver Fernando. Não confia em si mesma.

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

2

A postura da coroa muda. Ela foi desarmada pela minha educação. Ela me olha e pensa:

"Agora ele vai querer dinheiro para terminar o serviço. Só pode ser isso. Duvido que ele não saiba apagar os canais da TV, afinal ele é um técnico! Quanto ele me pediria??"

Eu a observo e aguardo uma definição. Ela me olha e continua pensando, são instantes...
"Será que ela faria por 10 reais?? Quanto seria uma boa gorjeta?? Será que Karil sabe fazer isso?? O crachá 'diz' que seu nome é Fernando. Ele é bonitão! Tem braços fortes e um bunda firme...nossa, que estou falando..."

Interrompo impaciente:
- E então?? - Eu consulto o relógio de pulso propositalmente - É que preciso fechar a ordem de serviço. - Ela se mostra mais social.
- Hãa... claro, claro! Se eu achar o manual , você apaga pra mim??
- Sim senhora. - Falei prestativo e imaginei : " Ate deixo a senhora chupar meu pau! Hehehehehe!"
- Ok, eu vou ate o escritório procurar. - E se retira da sala devagar. A olhei andando, uma bunda linda e pelos oxigenados cobriam as pernas malhadas. Um avião mesmo.

A mulher entra no escritório do marido e nem sabe onde procurar o manual da TV. Ela passa a mão no rosto e abre gavetas aleatoriamente.
- Onde esta essa merda???
Na verdade ela esta confusa e imaginando coisas:
" Não imagino onde o Karin guarda essas coisas! Que idéia também, mandar instalar esses canais na sala de ginástica. E o tamanho do pinto que aquela loira chupava??? Nossa, enorme!" - Ela procura o manual , mas já não pensa e nem vê nada direito - " Será que o técnico gostou de mim?? Eu o vi me observando pelo espelho. Homem não presta mesmo. Já deve estar pensando bobagem a meu respeito. Mas não lhe dei confiança, o que ele pode fazer?? Se tentar algo, eu faço uma denuncia! Se ele me agarrar, chuto o saco dele! Se ele me beijar, com aquela barba por fazer, acabo gozando ali mesmo..."

A coroa sai da sala e fico no aguardo. Olho meu reflexo no espelho , me penteio com as mãos e as passo no rosto .
" Preciso fazer a barba hoje. Se bem que a Ana Paula gosta assim. Mas fica com a pele toda vermelha de irritação. Será que a coroa também gosta de uma esfregada de barba no pescoço? Deve gostar muito de fuder, caso contrario, não se cuidaria tanto. Aquela mulher de quatro deve ser a coisa mais linda do mundo."
Eu pego o controle remoto e vou " zapiando" os canais. Por força do habito , acabo parando no canal 84, o SexHardcore. Na TV, uma ruiva esta sendo "currada" por três caras. A câmera faz questão de mostrar os detalhes. Abaixo o volume e vou assistindo a putaria. Meu pau foi ficando duro, numa posição incomoda na cueca e fui obrigado a enfiar a mão nas calças para ajeita -lo.

Ela procurou o manual e, desconcentrada, desistiu em seguida. Seus pensamentos tornaram-se um turbilhão de imagens. Ela se sente culpada de imaginar tanta safadeza.
" Eu gosto de homem suado. Quando eles suam no meu corpo. O cheiro da força deles . O peso deles em meus peitos. Que calor!!"
A mulher sai devagar do escritório e caminha pelo corredor em direção a sala de ginástica e pára um instante. Seu corpo esta quente. Ela sente a umidade em seu sexo:
" Mas o que esta acontecendo comigo?? "