quarta-feira, 31 de janeiro de 2007


Fico revoltado ao ver aquela moça. Tão bonitinha sentada num banquinho a trocar beijos com um estúpido feito aquele. Ela tão loirinha e magrinha, seios grandes e cabelos de comprimento médio mas de cachos muito bonitos, com um Zé ruela daqueles, de óculos e cheio de espinhas na cara. Que nojo.

Ela mora no prédio em frente à praça. Todo dia é a mesma coisa: ele chega alguns minutos antes e fica esperando sentado no banquinho ao lado da gangorra. Está tentando aprender a fumar. Dou risada sozinho aqui olhando ele se afogar com a fumaça. Decerto quer parecer mais homem. Ela chega, ele apaga o cigarro ligeiro, põe uma balinha na boca e trocam beijinhos por algum tempo. Quando vai escurecendo e a praça esvaziando, tiram um sarro mais intenso.

Outro dia pude perceber que ele queria arrasta-la para o lado mais escuro da praça, mas percebendo que eu estava alí, mantiveram-se à distância e logo sumiram. Acho que é essa brasa do meu cigarro que lhes alertou de minha presença. Fico imaginando o papo "- Ih, o maconheiro ta lá de novo, esse cara não desocupa a moita?".

Ele sempre sai mais ou menos no mesmo horário. Ela demora um pouco mais para entrar. Assim que a vejo sozinha fico mais à vontade. Reparo melhor seu corpo e fico muito excitado. Faz calor e ela veste um short minúsculo. As pernas lisinhas toda à mostra, os seios querendo pular do decote. Tento me controlar, mas com o tesão a mil eu perco o juízo.

Baixei um pouco só a bermuda. Ali no mato escuro não corria mais o risco de ser visto. Só não podia fazer barulho. Falava baixinho "isso putinha, mexe, mexe...quem é seu macho agora? hein?" e nisso fui até que não agüentei mais. Me descontrolei e gozei aos berros "GOZA JUNTO MINHA PUTA GOSTOSA... AHHHH". Foi muito bom, mas logo ao abrir os olhos caí na realidade. Para espanto meu, ela já não estava mais lá no banco. Devia ter entrado com a mãe. Ali, apenas um casal de velhos, quase em minha frente me olhando assustados, ou horrorizados.

- Tarado - Diz a velha, tapando os olhos

- Punheteiro sem vergonha - Emenda o velho, apressando os passos.

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