sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Sutis maneiras de avisar um subalterno sobre seu caso extra conjugal.



Pacheco, funcionário publico por vocação de seu padrinho político, separa antigas fichas cadastrais em sua mesa. Cada vez que o enorme ventilador da repartição vira em sua direção, ele apóia o cotovelo sobre os papeis, evitando que eles voem. E isso acontece de 2 em 2 minutos. Aderbal é seu chefe. Ele atravessa a sala em passos lentos, cumprimentando os subordinados num pequeno movimento com os olhos. Quando passa em frente à mesa de Pacheco, nota algo diferente:
- Pacheco, o que é isso na sua cabeça?
- Tem algo de errado? - Pergunta Pacheco segurando os papeis.
- Acho que sim, tem uma mosca pousada no seu chifre.
- COMO?!??
- Esquece, o vento fez ela voar.

Táticas de proteção ao corno manso violento.

Pacheco chega bufando em casa.
- Silvia, sabe o que meu chefe disse hoje?
- O que amor?
- Que havia uma mosca no meu chifre!
- Uma mosca?
- No CHIFRE!
- Descuido seu. Deixa eu te dar uma lavada gostosa nesses corninhos lindos que mais nenhuma mosca chata vai ficar te aborrecendo...
- Cornos lindos?? Meus cornos são bonitos?? - Fala Pacheco confuso enquanto passa a mão na testa.
- Os mais lindos que já vi! Mas são meus! Não quero saber de nenhuma vagabunda dando em cima de você, ouviu bem, seu safadinho?
- Sou homem honesto, Silvia. Mas será que o chifre estava sujo mesmo? Ai que vergonha...
- Esquece isso amor, vou limpar e deixar eles brilhando com Poliflor.
- Devo agradecer sempre a mulher maravilhosa que Deus colocou em minha vida...- Diz Pacheco entrando no banheiro abraçado com Silvia.

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