terça-feira, 17 de abril de 2007

- Sabe, Gosto quando você vem aqui.
- Sei.
- É verdade. Você precisava vir me visitar mais vezes.
- Porra, não vai fumar de novo, vai?
- Se você não quer, não fumo.
- Um dia você morre queimada. Acaba dormindo com o cigarro aceso, te queima o colchão e faz churrasco de você.
- Credo, vira essa boca pra lá.
- É a verdade.
- Sabe, gosto que você se preocupe comigo.
- É. Preciso ir.
- Vamos tentar uma ultima vez.
- Não, tira a mão daí. Não vai dar. Já estou chateado.
- Acontece com qualquer um. Você está muito cansado. Deve ser isso.
- Deve ser. Todo dia, já tem dois anos.
- Um dia nós vamos conseguir, tenho certeza.
- Começo a duvidar.
- Você é novo ainda. Só precisa descansar um pouco. Umas férias quem sabe.
- Pode ser. Cade minha cueca?
- Embaixo da cama.
- Vou deixar o dinheiro aqui na comoda. Você me leva a falência ainda.
- Hum, tudo tem seu preço, gatinho.
- Sei. Mas você me cobra o preço da completa.
- Não fazemos sexo mas te dou carinho. Isso vale mais que qualquer coisa. E no dia em que você resolver esse problema, juro que será o melhor sexo de sua vida.
- Pode ser que sim. Tchau.
- Ah, me faz um favor ao sair?
- Sim, que é?
- Manda o próximo entrar.
- Ok. Sexta eu volto.
- Ah tá. Então até sexta feira, gatinho
- Tchau.

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