quarta-feira, 25 de julho de 2007

Com seus longos cabelos ruivos, olhos verdes e cara de menina não deixa em nada transparecer o demônio rebelde que Andressa verdadeiramente é. Nem seus gestos e suas atitudes denunciam nada, sempre com voz doce e movimentos suaves, conversa ponderada mas ferina ao mesmo tempo. Uma mulher de contraste, diria.

Fuma muito, não me importo. Bebe muito e se transforma numa puta de primeira, ai eu gosto. Confesso que estava até meio acabrunhado com os olhares indignados que os ocupantes das mesas vizinhas nos lançavam. Resolvi sair dali antes que ela resolvesse me chupar por debaixo da mesa e fossemos em cana.

Entramos no maverick e demos uns amassos ferozes. Ela tira meu pau da cueca e começa um boquete ainda no estacionamento do restaurante. Escolado com Lucia, que me fez lambuzar o carro todo, dou a partida e saio na intenção de um motel qualquer. Ignoro o flanelinha, dou sinal para a esquerda e sigo.

- Hei, minha casa é para a direita. Fala ela levantando-se um pouquinho e logo volta ao oficio.

- Sei, mas vou te levar a um lugarzinho mais tranqüilo.

- Não. Me leva para casa. E continuava, sem dar folga. Puxei-a pelos cabelos, fazendo me olhar nos olhos.

- Porra menina, tu ta de brincadeira comigo? Nós vamos trepar ou não vamos?

- Vamos, lá em casa. Solto e ela volta para baixo de novo. Putaquelpariu, como chupa.

Estaciono o maveco e ela logo sai, abre minha porta e vai me puxando.

- Calma, deixa-me abotoar as calças antes.

- Não perde tempo, que quero você pelado o mais rápido possível. E sai me puxando pelo pau.

Olho em volta, dou graças por não haver ninguém na rua e sigo seus passos o mais rápido possível, senão é capaz de ela me arrancar o saco, tamanha a pressa. Assim que entrarmos vou socar ela até esfolar. Ela gira a maçaneta, abre a porta e avança atravessando a sala. Andressa lança um olhar de desdém para um canto e reparo na figura de uma velhinha ouvindo rádio num sofá, Sorrio amarelo para a velha que só meneia a cabeça em negativa e baixa os olhos. Tento me desvencilhar de Andressa, Correr para o carro, recuar porta a fora ou simplesmente guardar o caralho nas cuecas, sei lá. Ela trava as unhas no meu saco e meu grito de dor faz a velhinha erguer os olhos.

- Minha filha, assim você machuca o rapaz.

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