Veja o video, leia o texto e compre a camisa.
Eu fui morar sozinho, a solidão agora faz parte de minha rotina. Já sei lidar com isso, ajustei meus pensamentos para banalizar o sentimento. E num desses tantos domingos, conheci um gato.
Ele não tem nome, o malandro apareceu passeando pelo quintal de minha casa. A primeira vez que o vi no chão, já que ele já devia ter me visto há muito tempo, pulou para a segurança do alto do muro. Olhou-me com desprezo, quase me gozando. E porque não ter esse lindo gatinho vivendo e ronronando por aqui? Qual seria o problema?
E numa obrigatória visita ao mercado, inclui entre minhas compras uma latinha de comida de gatos. E devagar, fui me achegando do bicho. Arisco e desconfiado como só o gato sabe ser, o sabido passou dias me ignorando, chegando a fazer cara de transatlântico no topo do muro. Mas um dia ele resolveu baixar as guardas e aproximar-se um pouco. No outro, ainda mais. Em uma semana já comia em minha presença. E o primeiro contato se fez logo a seguir. Certeiro de minha amizade, finalmente esfregou-se em minhas pernas. O afaguei e senti seu pêlo sedoso, a textura de suas orelhas e julguei que seu pescoço fosse mais rígido. Não era, quebrou-se na primeira torcida, o fazendo morrer em menos de 5 minutos.
Lhe tirei o couro por inteiro, esperei secar e após a cura, fui encerar o Maverick com a maciez que ele merece. Ainda pude ver algumas pegadas na lataria.
- Vai andar no teto do carro da puta que ti pariu, gato filho da puta.
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