
Tem espirro de resfriado
Tem espirro de alergia
Tem espirro de gripado
Tem espirro de mentchiira
Mas agora no mercado
Como já não se sabia
Tem espirro de excitado
Sassinhora! Quem diria...
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Me levou num pequeno quarto
Pediu para a roupa tirar
E deitar, ficando em seu aguardo
Com uma certa pressa
Fiz o que disse para fazer
Das roupas, tirei algumas peças
E deitei esperando acontecer
Minha transpiração foi amenizando
Minha pulsação diminuindo
Meus pensamentos se aquietando
Até perceber que ela estava vindo
Direto ao assunto
Sem dó nem piedade
Alisando-me muito
Tentava ficar à vontade
Comecei então na pele sentir
Algo quente se passando
Não sabia mais ao certo discernir
O quão quente e rígido estava ficando
Por um instante ela parou
Sem haver nenhum suplício
Foi então que se superou
OOOOOuch! (Vadia!)
Fazer o que... Ossos do ofício
Pello Menos fez seu trabalho
Arrancado-me quase o couro
Pior que isso, é o cascalho
Haja grito... Haja choro...

Hoje, li este estudo aqui: "Sensação de limpeza afeta julgamento moral, diz pesquisa" e, em resumo, os pesquisadores estão afirmando que, se a tua sensação cognitiva de limpeza estiver “limpa” (ou seja, se tu tiver acabado de lavar as mãos ou de tomar banho, por ex.), teu julgamento moral tende a ser MENOS severo, pois (segundo eles), nós somos subconscientemente influenciado por quão limpos ou “puros” nos sentimos.
Partindo desse pressuposto, me indaguei...
Será que o mundo se tornará mais decente, no dia em que não tiver água pra lavarem as suas respectivas mãos ou, pra uma mão lavar a outra ou, pra qualquer outro trocadilho estúpido que similarise com essa “limpeza” que cotidianamente vivemos?
Ah, ok... vou tomar banho.
