quinta-feira, 7 de dezembro de 2006




Grande-Porco, chefe da tribo dos Bundanágua era um homem decidido. Acostumado ao poder do mando que sua empunhadura no arco e flecha impunham na tribo, agora sofria na cidade, onde um pedaço de papel ou um minúsculo cospe-fogo são muito mais letais que suas arcaicas armas. A cicatriz na perna não o deixa esquecer aquela arma, que fere só com o barulho.

Pensou em voltar para sua pequena tribo, mas desmoralizado como estava, seria uma vergonha. Tinha alguns trocos, juntados ajudando os brancos a construírem suas ocas e talvez contaminado por pensamentos brancos, sabia que aqueles papéis coloridos lhe conferiam poder e iria prevalecer-se disso.

Colocou uma roupa que lhe conferisse uma personalidade quase ariana, chamou um táxi que parou apenas com um sinal de sua mão, lhe dando grande satisfação e dirigiu-se ao local onde extravasaria seu poder, sua macheza.

- Toca pro Bar da Madame Scheila.

Chegando lá, viu que os companheiros da obra não mentiam. Mulheres aos montes, quase como na sua tribo, exceto por andarem com um pouco de roupa e algumas serem brancas, mas tirando isso, todas eram bem cheinhas e maduras - Um sinal de saúde e sabedoria.

Sabedoria confirmada logo pela bela Dirce. A mais saudável.

- Olá gatão! O que vai ser?
- Vai buscar uma cachaça pra mim tomá. Mim... Eu, ta com sede.

A boa senhora obediente volta com a cachaça e um copo de Keep Cooler Dolly

- Você precisa relaxar, olha como está tenso. Vamos fazer um programa?
- Porgrama?!?
- Pro-gra-ma. Dar uma trepadinha, uma surra na peteca, uma sapecada. Um fuá.

Meio sem saber oque iria acontecer ele se deixa levar para o quartinho. Dinheiro nas mãos da propietária da birosca e chave a disposição. Mesmo sem ele começar o ritual de acasalamento a mulher já tem seu membro entre os lábios. Isso é definitivamente bom, na tribo não se fazia assim. Logo ela sobe sobre ele encaixando o membro em orifício não convencional. Incomoda-o estar embaixo. Ele é quem tinha que mostrar domínio, mas a sensação é boa e ele deixa se dominar, até que sem mais condições de se conter explode num gozo intenso.

A mulher sai de cima, e começa a vestir-se novamente. Ele quer mais. Ela estende a mão:

- Cinqüenta adiantado.

Ele entende, mostra dois papéis que sobraram com a figura de um beija-flor. Ela rí e vai saindo quando ele agarra-a por trás e com o membro de novo ereto busca qualquer lugar para aloja-lo. Dois seguranças alertados pelos gritos invadem o quarto e botam o sujeito para fora abaixo de pontapés.
Sentado na calçada, desiste de entender. Ainda tinha dois papéis de poder, porque então havia sido tratado daquele jeito? Uma leve coceira no saco chama sua atenção e com um sorriso lembra-se de Dirce.

-Velha louca. Nem percebeu que foi ela quem tomou no cu!

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