terça-feira, 27 de março de 2007



A primeira vez que a vi foi num leilão. Um amigo já havia me falado a respeito de seus atributos físicos. Moça bonita se vê em toda parte, disse eu secamente e não mais dei bola para o assunto. Agora ali, diante daquela beleza descomunal eu rezava não topar com o amigo por ali, pois com certeza teria que dar o braço a torcer.

Pela primeira vez na vida fiquei constrangido diante da situação. Eu, falando baixo com o responsável pela peça em exposição com medo que ela me escutasse e me temesse. Ao pé do ouvido ele me segredou: Ela ainda era virgem. Lancei um olhar desejoso e tive até pena, tão bonita e tão acuada naquela minúscula jaula.

Subi ao salão principal da igreja, onde em paralelo rolava o bingo beneficente. O esquema que o padre montou para ganhar dinheiro e lavá-lo era brilhante. Fazia o leilão simbólico de besteirinhas bentas, cada uma dessas pecinhas tinha um número de lote, que na verdade, indicava para os que participavam do esquema a menina que estaria no lance. Os espectadores inocentes, as beatas e os carolas que não sabiam do embuste se maravilhavam com tamanha generosidade. Augusto Dias acabava de arrematar depois de acirrada disputa com Angelo Alfeu, por quase quinze mil reais uma imagenzinha de gesso com não mais de 10cm de altura. Um abençoado esse Augusto.

O leiloeiro anunciou o número do lote, o meu 52. Disfarcei a empolgação para que minha esposa não aporrinhasse e fiquei esperando. O lance inicial de 100 reais por uma medalhinha com a imagem de Nossa Senhora de Aparecida assustou minha esposa, mas logo de cara um idiota enfiou 500 e um outro num enfrentamento feroz dobrou para mil. Nunca vi gente tão ferrenha para fazer caridade. Uma briga quase, que em poucos já mandava o lance para cinquenta e cinco mil reais, mas nesta altura os ânimos já estavam se recompondo e por pouco Manuel Almeida não arremata pelos 56.000,00. Prova indiscutível da beleza da mulher. Eu que até então não havia feito lance nenhum, mandei sessenta mil no dou-lhe duas e levei.

Minha esposa quase teve um treco.
– Sessenta mil? Por uma medalha?
– Não é pela medalha, é para ajudar na obra de Deus, a medalha é simbólica.
– Mas Sessenta mil?
– Ah, vá a merda. Antes gastar com a glória eterna do que com essas manias de roupas e móveis suas.

Não dei mais trela na conversa. Botei-a no carro e despedi-a para casa. Iria me despedir dos amigos e passar o cheque ao padre. Na câmara subterrânea à igreja já estavam todos os felizes proprietários a retirar suas novas aquisições. Augusto Dias, meio xucro, perdia a compostura e no meio do povaréu mesmo e sem vergonha alguma sentou a vara em todos os orifícios da sua menina enquanto gritava – Me Prova que esse cu vale quinze mil sua vadia. E estalava fortes tapas na bunda de infeliz.

Percebi que minha menina estava assustada com a cena descabida que Augusto protagonizava alguns metros à frente. Aproximei-me dela e peguei sua mão suave, o cheiro era inebriante. Perguntei-lhe o nome, quase esquecido da minha condição de dono. Foi ela quem me lembrou.
- Chamarei-me conforme for a sua vontade, meu senhor.
- Então se chamaras Isabela. Vamos, Isabela.

Levei-a até o apartamento que havia preparado exclusivamente para ela. Não gosto de S&M, apenas tinha idéia de botar propriedade exclusiva numa mulher boa. Ela teria os regalos dela e eu os meus. Levei-a até a hidro e lhe dei um belo banho com óleos e sais, enxuguei-a e levei para a cama e fui lambendo cada pedaço do seu corpo, beijei, chupei e mordi os biquinhos de seus seios. Notei que ela gostava mais quando os mordia. Prossegui meu trajeto com a língua até ficar cara a cara com seu sexo. Os lábios vaginais eram de uma perfeição jamais vista, o anus rosadinho e o cheiro do conjunto era magnífico. Passei a língua em suas coxas e fiquei torturando-a alguns instantes chupando a virilha. Seus gemidos me excitavam como nunca e ela em tudo consentia.

- Você quer?
- Quero tudo oque você quiser, meu senhor.
- Quer? Perguntei com a língua bem próxima ao clitóris dela.
- Quero... Ahhhhhh
- Então pede, implora.
- Me bate, por favor. Castigue-me meu senhor.
- Hã?!!

Empolgado com a beleza da moça, não me dei conta que fora doutrinada no S&M para ser a melhor escrava possível. Longos anos de subserviência haviam pervertido sua sexualidade. Perdi um pouco o tesão. - Transar com mulher disparatada já chega a esposa. Dediquei-me a sugar o clitóris dela para ver se revertia a situação, se o prazer sobrepunha o gosto pela dor. Fazia testes comparativos. Quando botava o dedo a seco no rabinho dela ou lhe dava beliscões no bico do seio, ouvia um gemido dolorido de prazer. Os gemidos das carícias no clitóris eram os mais forçados possíveis.

Se gosta de sentir dor, que sinta. Perdi a paciência. As idéias de chamego e não sei oque tinham ido pra casa do caralho já. Botei-a de quatro, mirei o olho do rabo e empurrei a seco. Esfolava-me o cacete, sentia-me mal por lhe abusar daquele jeito, mas os gritos de prazer e a forte fricção no entorno do pau aceleraram meu gozo e logo não pensava em mais nada, só em meter cada vez mais forte. Gozei como nunca havia feito antes, e antes que pensasse em amolecer botei na bocetinha e sem remorso algum rompi o cabaço. Não com rapidez, mas empurrei com decisão saboreando cada centimetro conquistado. O fino filete de sangue que escorria em suas coxas deixou Isabela muito excitada e então pude ver o prazer em seus olhos. Gozou me pedindo autorização. Nunca vi disso, mas dei a tal ordem e ela desfaleceu. Logo depois se aninhou nos meus braços e seus olhinhos lindos sorriam para mim. O sentimento que tive de inicio, instinto protetor com a moça me retornaram. Por um instante me senti culpado pela brutalidade, mas ela logo num beijo me diz um “obrigada” mais doce que já ouvi.

Acho que vou acabar gostando dessa minha putinha de estimação, pois já me preocupo com ela. Ela me agradece pelo primeiro orgasmo vaginal ou pela dor nunca antes sentida ali dentro? Ela me é uma incógnita e não sei direito como agir. Oque me satisfaz é que ela nunca vai reclamar em me servir. Talvez seja eu quem precise me acostumar com essa nova realidade, afinal, se ela sente prazer assim, por que eu me sentiria culpado?

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