
Meu nome é Francisco, o da minha esposa é Lúcia, minhas duas filhas se chamam Sarah - 10 anos - e Samantha - 12 anos - e meu filho, bem mais velho, Diogo - 21 anos - que nasceu prematuramente quando eu e minha mulher éramos ainda bem jovens, sendo um dos principais motivos do nosso casamento. Ah! E nossa cadelinha, vira-lata, Pituca.
Nossa casa se localiza em uma pequena cidade, com características de zona rural. Não há muito o que fazer por aqui, mas tenho como hobby, colecionar rifles. Possuo pendurado na parede da sala, desde o “Yellow Boy” - primeiro modelo, fabricado em 1866 - até os inovadores modelos de 1895.
Bem, mas não era sobre isso que gostaria de falar. Quero lhes contar sobre a última e recente conversa que tive com meu filho, ontem à noite, sobre “assassinatos em massa”.
Estávamos na sala, assistindo jornal: Eu, Diogo deitado no sofá de três lugares, as meninas brincando de boneca no sofá de dois lugares e Lúcia logo ao lado, arrumando a mesa para o jantar.
Nisso, surpreendentemente, apareceu uma matéria na televisão falando sobre um americano do Alabama que havia assassinado uns colegas de trabalho e seus supervisores, onde culpava-os por sua demissão.
A partir daí, minha conversa com Diogo começou:
- Esses caras são mesmo insanos! - Ele disse - Devem ser extremamente furiosos e impulsivos! Coitada das vítimas... Estavam no lugar errado e na hora errada.
Diante ao comentário, respondi à sua errônea observação:
- Muito pelo contrário, Diogo. Esses tipos de assassinos raramente são insanos e espontâneos, eles sabem exatamente o que estão fazendo e não são levados a matar atendendo vozes do além...
Por ele demonstrar bastante interesse, assim como todos, de uma maneira geral, estavam também atentos à conversa, resolvi continuar:
- Geralmente, esses criminosos visam patrões e seus colaboradores ou cônjuge e seus filhos... Muitos deles não são impulsivos, mas sim metódicos e seletivos quanto às vítimas que escolhem assassinar.
- Mas pai - disse Diogo, sentando no sofá - pensei que esses assassinos fossem iguais aos que cometem homicídio... Afinal, quem mata um, mata cinco!
- Não, meu filho - rebati mais uma vez à sua indagação - assassinatos em massa revelam padrões bem distintos dos homicídios. Tanto nos locais onde moram, quanto nas armas utilizadas e até mesmo no tipo de pessoas que querem atingir...
Como já era de se esperar, devido ao prolongamento daquela conversa, Lúcia foi logo se manifestando, querendo cortar o assunto - até porque, notou que Sarah e Samantha aparentavam assustadas - mas Diogo insistiu em continuar:
- Caramba, pai! Impressionante! Como o senhor sabe tanto sobre isso?
E então, o que há muito previa, aconteceu. Naquela hora resolvi colocar um fim, de uma vez por todas, no assunto.
Nossa casa se localiza em uma pequena cidade, com características de zona rural. Não há muito o que fazer por aqui, mas tenho como hobby, colecionar rifles. Possuo pendurado na parede da sala, desde o “Yellow Boy” - primeiro modelo, fabricado em 1866 - até os inovadores modelos de 1895.
Bem, mas não era sobre isso que gostaria de falar. Quero lhes contar sobre a última e recente conversa que tive com meu filho, ontem à noite, sobre “assassinatos em massa”.
Estávamos na sala, assistindo jornal: Eu, Diogo deitado no sofá de três lugares, as meninas brincando de boneca no sofá de dois lugares e Lúcia logo ao lado, arrumando a mesa para o jantar.
Nisso, surpreendentemente, apareceu uma matéria na televisão falando sobre um americano do Alabama que havia assassinado uns colegas de trabalho e seus supervisores, onde culpava-os por sua demissão.
A partir daí, minha conversa com Diogo começou:
- Esses caras são mesmo insanos! - Ele disse - Devem ser extremamente furiosos e impulsivos! Coitada das vítimas... Estavam no lugar errado e na hora errada.
Diante ao comentário, respondi à sua errônea observação:
- Muito pelo contrário, Diogo. Esses tipos de assassinos raramente são insanos e espontâneos, eles sabem exatamente o que estão fazendo e não são levados a matar atendendo vozes do além...
Por ele demonstrar bastante interesse, assim como todos, de uma maneira geral, estavam também atentos à conversa, resolvi continuar:
- Geralmente, esses criminosos visam patrões e seus colaboradores ou cônjuge e seus filhos... Muitos deles não são impulsivos, mas sim metódicos e seletivos quanto às vítimas que escolhem assassinar.
- Mas pai - disse Diogo, sentando no sofá - pensei que esses assassinos fossem iguais aos que cometem homicídio... Afinal, quem mata um, mata cinco!
- Não, meu filho - rebati mais uma vez à sua indagação - assassinatos em massa revelam padrões bem distintos dos homicídios. Tanto nos locais onde moram, quanto nas armas utilizadas e até mesmo no tipo de pessoas que querem atingir...
Como já era de se esperar, devido ao prolongamento daquela conversa, Lúcia foi logo se manifestando, querendo cortar o assunto - até porque, notou que Sarah e Samantha aparentavam assustadas - mas Diogo insistiu em continuar:
- Caramba, pai! Impressionante! Como o senhor sabe tanto sobre isso?
E então, o que há muito previa, aconteceu. Naquela hora resolvi colocar um fim, de uma vez por todas, no assunto.
R.I.P.