quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Não faça nada.






Cinco maneiras de avisar um subalterno que ele está sendo traído pela mulher.
Pacheco, funcionário publico por vocação de seu padrinho político, separa antigas fichas cadastrais em sua mesa. Cada vez que o enorme ventilador da repartição vira em sua direção, ele apóia o cotovelo sobre os papeis, evitando que eles voem. E isso acontece de dois em dois minutos.
Aderbal é seu chefe. Ele atravessa a sala em passos lentos, cumprimentando os subordinados num pequeno movimento com os olhos. Quando passa em frente à mesa de Pacheco, nota algo diferente:
- Pacheco, o que é isso na sua cabeça?
- Tem algo de errado? – Fala Pacheco segurando os papeis.
- Acho que sim, tem uma mosca pousada no seu chifre.
- COMO?!??
- Esquece, o vento fez ela voar.

Pacheco chega bufando em casa e vocifera para a esposa:
- Silvia, sabe o que meu chefe disse hoje?
- O que amor?
- Que havia uma mosca no meu chifre!
- Uma mosca?
- No CHIFRE!
- Descuido seu. Deixa eu te dar uma lavada gostosa nesses corninhos lindos que mais nenhuma mosca chata vai ficar te aborrecendo...
- Cornos lindos?? Meus cornos são... bonitos?? – Fala Pacheco confuso enquanto passa a mão na testa.
- Os mais lindos que já vi! Mas são meus! Não quero saber de nenhuma vagabunda dando em cima de você, ouviu bem, seu safadinho?
- Sou homem honesto, Silvia, me respeite... Mas será que o chifre estava sujo mesmo? Ai que vergonha...
- Esquece isso amor, vou limpar e deixar eles brilhando com Poliflor.
Pacheco suspira entrando no banheiro abraçado com Silvia:
- Devo agradecer sempre a mulher maravilhosa que Deus colocou em minha vida...

12 comentários:

Anônimo disse...

VEEEELHOOOOOO QUANTO TEMPO CARA!!!
SEMPRE PASSO AQUI PRA RELEMBRAR A ÉPOCA DE OURO DO ABOBRA. EXCELENTE TEXTO. DEIXA ESSE BLOG MORRER NÃO. BONS TEMPOS

H-RJ

Anônimo disse...

Acuado
O banheiro ficava a menos de um metro do maior departamento da empresa. A porta era sanfonada e o toalete não tinha ventilação. Fatores que agravavam a situação de Carlos que suava bicas sentado no vaso ouvindo os comentários maldosos dos colegas de trabalho do lado de fora:
-Putaquepariu tá podre!!!!
-Esse aí deve ter comido um defunto!!!
-Sacanagem isso…tudo fechado aqui…

Alheio a tudo isso, o intestino de Carlos trabalhava a todo vapor expelindo para fora os resíduos do mocotó do dia anterior.
-E o filho da puta não para de cagar…tem vergonha não puto?
Uma torcida furiosa se encontrava agora na porta do banheiro, muitos com a mão no nariz, na expectativa da saída de Carlos para o confronto da massa enfurecida. Mas ele não saiu. Caiu sobre o servente Godofredo a difícil tarefa de entrar no chiqueiro e ver o que acontecera com Carlos. Teria morrido? De esforço ou de vergonha? O odor fétido agora aumentara fazendo com que alguns saíssem de perto da porta. O time da contabilidade improvisou uma máscara de plástico e papelão que o pobre servente segurava no rosto, escondendo seu nariz mas não o medo de entrar no banheiro. Um corinho de Carlos Cagado soava do contas a pagar, enquanto o time do fiscal ficava tremulando as mãos ao alto simulando tensão. Godofredo vai entrar no banheiro...
Continua…

In Velho We Trust

Anônimo disse...

Parte 2
Um coro de nojo ecoou no escritório quando Godofredo vomitou. Apesar do esforço para segurar o gorfo, o cheiro que ficava maior com sua aproximação do banheiro foi demais para seu intestino. Outros funcionários vomitaram também ao verem a cena. Apesar do ambiente repulsivo, ninguém saiu. O ódio por Carlos aumentava a cada reação ao odor da cagada épica.
-Não desite não Godoy! Vomita agora na cara desse puto!
A torcida por Godofredo aumentava e a ira do cú de Carlos também.
-Carlos...tá vivo, cara? Tá Tudo bem aí?
- ARROMBA APORTA PORRA, NÃO CONVERSA COM ELE NÃO!
-SE ESTIVESSE TUDO BEM A GENTE NÃO ESTARIA MORRENDO AQUI!
-Calma gente, têm que ver se ele morreu_ dizia Carlos, agora com lágrimas nos olhos devido ao churume que vinha do banheiro. Bateu várias vezes na porta.
-Carlos! Carlos! Porra vou arrombar, hein...
Um estrondo se ouviu quando godofredo chutou a frágil porta sanfonada, que se quebrou em duas partes com o impacto. O cheiro agora enchia completamente o escritório. O gerente do RH desmaiou. Uma funcionária que estava grávida entrou em trabalho de parto. O carpete azul do escritório estava agora colorido pelos vômitos em sequencia dos pobres empregados. Godofredo não resistiu e caiu, já sem vida, por cima do que restou da porta. Carlos não havia terminado sua obra, mas não ficaria ali para sofrer as consequencias. Tirou completamente as calças e saiu em disparada, defecando no corpo sem vida de Godofredo quando pulou sobre o cadáver. Escorregou no vômito da secretária na recepção mas se equilibrou e continuou em disparada até o saguão que dava para os elevadores. Chorou ao ver a cena mórbida que se refletia na parede espelhada do saguão. A camisa de linho respingada de merda, a gravata afrouxada, sem calças com as pernas encharcadas de escremento e de sapatos marrons cocô. Carlos parecia ter cauda, tamanho o jato de merda que saía de seu orifício anal. Não iria pegar o elevador naquela situação. Tinha que terminar sua obra, se purificar e vestir uma roupa. Pensou em se matar, mas não naquelas condições.
-O terraço. Deve ter algum banheiro ou alguma torneira
Em disparate, subiu as escadas sujando cada degrau com jatos de bosta intercalados. Faltando um andar para o terraço ouviu o alarme de emergência do prédio tocar. Conseguia ouvir gritos de horror nos andares de baixo na escada bem como sirenes na rua. Se abaixou para se preprar para uma rajada mais forte, estava perdendo as forças e agora preocupado com o movimento ao redor do prédio.
-Será que chamaram os bombeiros?
Continua...

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Anônimo disse...

Parte 3
-Porra Juvenal, peidar fudendo não né?
- Se fuder Marizete, quem peidou foi você, e muito mal por sinal. Comeu repolho?
A foda do segurança com a servente de limpeza no terraço foi interrompida com o barulho da porta da escada se abrindo. Juvenal deu um pulo procurando suas roupas enquanto Marizete cobria os seios com um braço e com o outro protegia o nariz.
-Que porra é essa? Caralho que cheiro é esse?_perguntou Juvenal já engatilhando o revólver na direção do homem cagado.
Carlos não se importou com a foda no terraço e nem com uma arma apontada pra ele. Tinha problemas maiores. Engatilhando e cagando, foi até o parapeito do terraço e olhou a movimentação lá embaixo. Quatro quarteirões haviam sido interditados. Caminhões dos bombeiros se posicionavam em frente ao edifício e ambulâncias estacionavam na entrada do prédio. Ainda viu um helicóptero da polícia se dirigindo ao local quando ouviu o primeiro tiro. Pegou no parapeito.
-Homem tá maluco? Vai matar o infleiz só porque tá cagado?_gritou Marizete antes de vomitar.
Juvenal estava puto. Para ele, interromper uma foda era um crime passível de morte. E o mau cheiro só aumentava sua fúria por Carlos. Apertou o gatilho mais uma vez mas a arma falhou. Era sua chance. Carlos se virou e, de quatro, apontou seu cú esguichando o caldo marrom quente na direção de Juvenal que horrorizado se afastou rapidamente andando de costas e não percebeu quando tropeçou nos canos dágua na beirada do parapeito. Marizete ainda correu para segurar Juvenal que caía do terraço, mas não chegou nem perto. A arma disparou pela segunda vez, antes da queda de Juvenal e o tiro foi certeiro na cabeça de Marizete, que morreu na hora. Enquanto cagava um tolete mais grosso, Carlos ouviu o estrondo do corpo de Juvenal caindo sobre um carro da polícia, nos fundos do edifício.
_Putaquepariu! Cagado, desempregado e agora assassino.
Continua...

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Anônimo disse...

Parte 4
A imprensa estava sendo posicionada bem no local onde despencara o corpo de Juvenal. Com o impacto, o carro da polícia ficou destruído. O jato de merda de Carlos atingira Juvenal antes da queda, o que deixou o local extremamente fétido. Se arriscando no meio do cheiro, dois repórteres fotografavam e filmavam a cena de terror. Câmeras transmitiam ao vivo para TV e internet o que estava acontecendo no Edifício Cagarras 69. PRÉDIO INTERDITADO POR AMEAÇA TERRORISTA. TERRORISTA FAZ SUA PRIMEIRA VÍTIMA. REFÉNS DE TERRORISTA ESTÃO NO ÚLTIMO ANDAR DO PRÉDIO.
Carlos não tinha internet nem TV e agora, nem mais dignidade. Agradeceu a Deus quando percebeu que não tinha mais nada pra cagar. O cú agora apenas escorria o que sobrou do tsunami de merda. Era hora de se limpar, arrumar roupas novas e tentar fugir dali. Mas como? Olhou Marizete nua. Percebeu que ela estava bem acima do peso antes de focar em seu uniforme, jogado no canto da parede. Uma calça de brinho e macacão.
_Será que é 44?
Pegou as roupas e foi até a caixa dágua do Edifício. Conseguiu entrar e se jogou dentro, deixando toda água com tom marrom. Ouvia o Helicóptero da polícia que agora voava a uma certa distância, devido ao forte cheiro. Saiu e vestiu o uniforme de Marizete. Enquanto colocava as botas da falecida ouviu os disparos de fuzil que rasgaram a parede ao lado dele.
_Caralho...
_Atenção terrorista. Se ajoelhe e ponha as mãos na cabeça.
_Terrorista?
Outros disparos foram feitos e Carlos correu de volta para as escadas. A polícia vira o corpo de Marizete e agora a impresa já noticiara que o terrorista tinha feito sua segunda vítima. Equipes do Bope e do Core subiam agora as escadas de máscara e Carlos pôde ouvi-los se aproximando. Saiu no andar seguinte, uma empresa de Marketing que já havia sido evacuada. Aproveitou a porta aberta e entrou. Na TV ligada na recepção da empresa, pode ver toda movimentação do lado de fora. Sua foto estava estampada agora até em jornais internacionais e depoimentos dos colegas de trabalho eram toda hora transmitidos via satélite.
_Putamerda, e agora???
Continua...

In Velho We Trust

Anônimo disse...

Parte 5
_Putamerda, e agora???
Olhou ao seu redor. Bolsas, mochilas, carteiras, computadores...tudo havia sido deixado para trás na correria dos funcionários da empresa onde Carlos se escondera. Não havia muito tempo então ele pegou o que pôde. Encheu uma mochila com alguns pertences de valor e saiu. A saída de lixo tinha uma escada interna na parede. Já estava acostumado ao mal cheiro.A queda o preocupava. Conseguiu descer até o G1 do prédio. A garagem vazia agora era ocupada por carros blindados e sirenes. Ele conhecia bem o edifício em que já trabalhava por 10 anos. Foi pelos fundos que ele se arriscou. Tirou a roupa da servente morta e saiu nú, agachado atrás de uma grande caçamba de lixo. Ali, dois funcionários de uma funerária fumavam cigarro enquanto esperavam autorização para a remoção do corpo de juvenal.
_O foda é dirigir com aquele cheiro. O cara se cagou todo na queda.
_Foda...
Uma explosão se ouviu no alto do prédio o que assustou os dois homens que correram em direção à esquina. Carlos aproveitou e entrou no rabecão. Reconheceu seu odor vindo do que restara do corpo de Juvenal e sentiu uma mórbida familiaridade com o defunto. Passou para o banco do motorista. Ligou o carro e saiu com as sirenes ligadas. O bloqueio se abriu para ele e agora estava livre, por enquanto. Somente enquanto os dois coveiros patetas que agora corriam atrás do veículo não denunciassem o furto.
_Profissão de puto (pensou Carlos)...Defumar presunto.
Enquanto se afastava do tumulto pensava: pra onde iria? Já deviam ter revirado sua casa. Sem mulher e filhos não tinha mais ninguém pra dar suporte. Até os malditos dos primos que só o extorquiam pedindo dinheiro deveriam agora estar aproveitando seus poucos minutos de fama para denegrir sua imagem. Primeiro tinha que vestir uma roupa. E ele sabia onde.
Continua...

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Marcelo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

BOOMM!!!
_Caralho que isso?
Natalio deu um pulo com o estrondo do portão sendo arrombado. Pela janela viu um vulto entrando a mil pela sala. Já se virava para ver quem era quando recebeu a primeira porrada na cara. Caiu em cima da cômoda e quebrou alguns vidros de perfume.
_Ai, ui...caralho...Carlos? Que porra é essa, tá maluco?
Recebeu mais dois chutes no estômago ainda no chão. Perdera o ar, não consiguia falar nem se defender. Só escutava.
_Filhodaputa! Você acabou com minha vida. Maldito mocotó...O QUE TINHA NAQUELA PORRA DE MOCOTÓ???
Mais chutes se seguiram ao espancamento. Um deles pegou em cheio a face do homem obeso que agora desmaira no chão.
_Puto!...disse Carlos, cospindo em seguida no corpo do gordo.
Carlos amarrou Natalio à cama. Tudo o que importava agora era vingança. Como iria mata-lo?
_A mulher deve estar na barraca vendendo essas merdas que esse arrombado faz. Os dois filhos na escola. Têm que ser agora.
Pegou uma faca de churrasco grande na cozinha e voltou pro quarto. Natalio já havia acordado e com dificuldades de falar, com menos 3 dentes na boca, balbuciou:
_Po-po por- queee?
_Esse seu mocotó me deu uma caganeira com o saldo de duas pessoas mortas, até agora. Estão me chamando de terrorista. Minha foto tá em tudo que é canal. Posso me fuder, mas não vou sozinho.
Natalio tentou falar mas a lâmina da faca agora já cortava sua jugular, esguichando sangue por todo quarto. Carlos tomou banho e se vestiu com as largas roupas no vendedor de quitutes da feira de São Cristóvão. Não se importou em parecer ridículo. O mocotó já havia feito isso. Limpou os vestígios do crime, deixou o corpo do gordo de pescoço cortado no chão, roubou seu carro e foi embora.
_O negócio vai indo bem. Range Rover novinha...pensou Carlos ao dirigir o importado de luxo.
Precisava recomeçar a vida. Com a cabeça e o cú mais tranquilo agora conseguira pensar melhor. Sabia exatamente o que fazer.
_ Josinélson...me aguarde.
Continua...

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The Real Velho disse...

Bicho, ao menos assina com teu proprio nick....

Lindalva disse...

Uauuuuuuuuuuuu ...Aina existe ?????

The Real Velho Still Lives disse...

Lindalva, eterna musa deste recanto fétido. Bons tempos de festa do copo vermelho

Israel Peres disse...

Meu Deeeus!!! Gory!?!?! Tomante !?!?! estamos aqui?? cara que saudade. eu era o PSICOdélico!!! eu era tao... ...eu

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