segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Basta!

A anorexia faz as pessoas se enxergarem gordas.
Precisa-se arranjar um nome para doença que faz as mocréias e afins se sentirem gostosas com os bikinis atolados no cu.
Resolvida a parte do nome, arranja-se uma cura, pois nenhum ser de bom gosto é obrigado a conviver com as cenas degradantes que vi ontem na praia.
Se não houver controle nessa exibição de perebas, celulites, estrias, cicatrizes e tatuagens mal feitas, o futuro de nossas crianças poderá vir a ser um lugar muito ruim. E fedorento.

Se você é um estrupício e quer pegar sol com o bikini do Piu Piu enfiado dentro disso que você chama de bunda, faça-o na laje de sua casa. De noite e sem luz, de preferência.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Sutis maneiras de avisar um subalterno sobre seu caso extra conjugal.



Pacheco, funcionário publico por vocação de seu padrinho político, separa antigas fichas cadastrais em sua mesa. Cada vez que o enorme ventilador da repartição vira em sua direção, ele apóia o cotovelo sobre os papeis, evitando que eles voem. E isso acontece de 2 em 2 minutos. Aderbal é seu chefe. Ele atravessa a sala em passos lentos, cumprimentando os subordinados num pequeno movimento com os olhos. Quando passa em frente à mesa de Pacheco, nota algo diferente:
- Pacheco, o que é isso na sua cabeça?
- Tem algo de errado? - Pergunta Pacheco segurando os papeis.
- Acho que sim, tem uma mosca pousada no seu chifre.
- COMO?!??
- Esquece, o vento fez ela voar.

Táticas de proteção ao corno manso violento.

Pacheco chega bufando em casa.
- Silvia, sabe o que meu chefe disse hoje?
- O que amor?
- Que havia uma mosca no meu chifre!
- Uma mosca?
- No CHIFRE!
- Descuido seu. Deixa eu te dar uma lavada gostosa nesses corninhos lindos que mais nenhuma mosca chata vai ficar te aborrecendo...
- Cornos lindos?? Meus cornos são bonitos?? - Fala Pacheco confuso enquanto passa a mão na testa.
- Os mais lindos que já vi! Mas são meus! Não quero saber de nenhuma vagabunda dando em cima de você, ouviu bem, seu safadinho?
- Sou homem honesto, Silvia. Mas será que o chifre estava sujo mesmo? Ai que vergonha...
- Esquece isso amor, vou limpar e deixar eles brilhando com Poliflor.
- Devo agradecer sempre a mulher maravilhosa que Deus colocou em minha vida...- Diz Pacheco entrando no banheiro abraçado com Silvia.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

É isso aí. Acabou.

É hora de ligar para o gerente de sua conta e descolar um empréstimo bacana, ligar para trocentos cabras e pedir para segurar mais alguns dias aquele chequinho, renegociar dívidas e ver se até o final do ano, com o 13º sobra um troquinho pro ano que vem.

Mudando (nem tanto) de assunto...

Gostei de ver a Beija Flor campeã. Retratou bem oque é o carnaval por aqui. Uma festa de negros para negros, exaltando a riqueza de nossa grande mãe áfrica. Nossa festa democrática onde você tem a livre escolha de freqüentar o camarote ou arquibancada da sapucaí, comprar abadá original ou falsificado dos blocos baianos e comer alguém mesmo sem ter grana.

E quem se fodeu, bem feito. Todo castigo pra folião é pouco. Quem mandou exaltar a malandragem?!

E em novembro teremos um aumento expressivo de bebês filhos das putas por aí. Haja DNA.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Freezer!

Hoje é mais cavernoso dia do ano.
Sim, porque dia 2 de Janeiro volta e meia ate cai num sábado ou domingo. Já essa porra de Quarta-feira de cinzas cai somente em quarta-feira de cinzas.
Aqui no escritório já flagrei o relógio de ponto voltando por duas vezes. O do windows levou 257 segundos pra pular de 15:07 pra 15:06, ou seja, meteu a mão na cara dura e me roubou. Pelo andar da carruagem, só sairei daqui lá pelas nove da noite, quando a boa vontade dos relógios resolverem bater as 18:00.
Depois disso, o tempo passará como um maldito caralho de asa.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Não são só as mulheres que se sacrificam em nome do amor. Os homens as vezes são obrigados a fazer coisas terríveis em nome de um relacionamento duradouro. Esse vídeo abaixo mostra o que é o verdadeiro amor.



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Muito cuidado quando for aos cinemas de São Paulo

No fim de janeiro, os desembargadores Bittencourt Rodrigues, Hélio de Freitas e Barbosa de Almeida votaram pela diminuição da pena do matador do Morumbi Shopping, Mateus da Costa Meira, de 120 anos para 48, apenas pouco mais de um terço.

A "lógica" do raciocínio diz que, mesmo tendo metralhado o cinema inteiro, apontado para várias pessoas individualmente e matando 3 delas, os desembargadores consideraram que os crimes cometidos resultavam de uma única conduta.

É importante revelar aqui que, cumprindo só um sexto dessa pena, a "lei" proporciona ao criminoso o direito de solicitar regime de prisão semi-aberto. No caso do matador do shopping, isso significa cumprir apenas 8 anos e ficar solto. Considerando que este ano ele completará "coincidentemente" 8 anos de prisão, há grande possibilidade de o matador voltar às ruas ? e aos shoppings- livre, leve e solto ainda em 2007.
Agora pense um pouco: como alguém que cometeu um dos crimes mais hediondos que se tem notícia neste país pode estar a um passo de -apenas 8 anos depois - estar em liberdade?

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Dica para os cinéfilos paulistas: Cineminha agora só com colete a prova de balas e sentar só nas cadeiras do fundão.

Dica para o matador do Morumbi Shopping: Usa granada dessa vez, ô imbecil
Medicinal. II

"...a saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação. Respeitarei os segredos a mim confiados. Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica."

Doutor Euclides foi denunciado junto ao conselho de medicina por "alguns detalhes insignificantes" como ele mesmo frisou em sua punição, que foi a de prestar , durante algum período, serviços médicos no sistema carcerário. E passadas algumas semanas ele teve que cuidar de Cláudio que tinha apenas 18 anos então. O caso era complicado. O detento havia sido instalado numa cela em separada conhecida internamente como "o seguro". Acontece que o carcereiro fez vistas grossas com as trancas e o rapaz teve todos os dedos de sua mão direita esmagados. Alem disso, negligenciaram socorro por uma semana. Com o resto da mão praticamente em decomposição, Doutor Euclides se valeu de todos os parcos recursos do hospital prisional, a fim de preservar Cláudio e cura-lo. O tratamento foi dolorido e baseado em fortes medicações. Ao longo de cinco meses, o paciente apresentou as primeiras melhoras, melhoras essas que acabaram por determinar a alta medica e transferência para outra cadeia. Cláudio teve o braço amputado na base do cotovelo, mas estava vivo.Nessa outra cadeia, Doutor Euclides já havia conhecido o detento que chamavam Alemão:
- Alemão, presta atenção nessa porra, não quero mancada. - Diz Euclides na enfermaria da cadeia com um pedaço de alcatra na mão e um bisturi na outra.
- Já entendi, caralho! Corto só a base do nervo. O resto , deixa intacto.
- E?
- Cago no corte. Agora me dá a carne que vou fazer uns "bife" - Diz Alemão tirando a alcatra das mãos do medico - vai ficar pra "janta" "dôtô"?
- Hoje vou. Depois voltou em uns dez dias pra ver como ficou.

E passados alguns dias, doutor Euclides teve que cuidar novamente de Cláudio. O caso era complicado. O detento havia sido instalado numa cela em separada conhecida internamente como "o seguro". Acontece que o carcereiro fez vistas grossas com as trancas e o rapaz teve a rótula do joelho direito removida a sangue frio com supostos estiletes, alem de defecarem sobre o ferimento, causando uma profunda infecção. Negligenciaram socorro medico ao ferido por uma semana. O tratamento foi dolorido e baseado em fortes medicações. Ao longo de um ano, o paciente apresentou as primeiras melhoras, melhoras essas que acabaram por determinar a alta medica e transferência para outra cadeia. Cláudio teve a perna amputada pouco abaixo da virilha, mas estava vivo.Nessa outra cadeia, Doutor Euclides já havia conhecido o detento que chamavam Celso Nôiado:
- Celso, o Claudinho chega amanhã. Você está preparado?
- Vai ser a primeira vez que vou pegar no pau de alguém, mas chega a me dar gosto fazer isso...
- Beleza, depois deixa que eu cuido dele! Volto em uma semana no máximo.
- Vai com Deus, "Dôtô".

Cláudio morreu aos 51 anos. Não tinha pernas, braços, pênis, parte do baço, córneas, fígado, um pulmão, dois terços do intestino e mais "alguns detalhes insignificantes" como atestou Doutor Euclides. De morte natural.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Fui no Rio e voltei.

Só isso ja um bom começo de historia. Dando um tempinho, o AbobraReporterInternacional descreverá a saga de um intrepido cagão em seguras e nobres areas da zona sul.

E eu lá tinha culhões de ir pra zona norte?

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007


Sempre chego em casa muito puto da cara. Acordo de mau-humor, passo o dia de mau-humor por causa do trampo estressante, depois das seis é o trânsito maldito para chegar à faculdade e conseqüente atraso com direito à falta. Chego em casa sempre próximo da meia noite de mais mau-humor ainda. Só penso em bater um prato bem caprichado, banho e cama. Dormir e só.

Desde que minha mulher contratou Amanda como babá, alguma coisa melhorou por lá. A arrumação da casa está melhor, mas oque eu gosto é que como a menina estuda a noite, ao chegar ela esquenta sua janta e quando chego as panelas ainda estão mornas. Poupa-me algum tempo. Não é exatamente quente, mas vá lá.

Amanda tem seus dezoito anos já, veio trabalhar conosco por indicação de não sei qual parente por parte da minha senhora. Recém chegada do interior, é uma típica caipirinha. A principio pareceu-me que nos acertaríamos, gostei de sua educação e dedicação, mas em pouco tempo começou a se folgar. Uma pena.

Como saio de casa depois de minha esposa, a babá achou que não tinha problema andar "um pouco mais à vontade" pela casa. Desfilando com seu baby-doll curtíssimo pela casa que expõe suas lisas e torneadas pernas e mal cobre a polpa daquela bunda carnuda. O tecido fino, mais um decote generoso exibe seus belos seios com biquinhos pequenos e durinhos. Faço de conta que não vejo e fixo o olhar no jornal.

Ontem à noite quando cheguei a janta estava toda na geladeira ainda. Pensei que ela não havia jantado ainda, mas logo ela aparece, silenciosa como uma gata. Perfumada e sensual como o diabo gosta. Fico um segundo embasbacado. Já havia visto ela com aquela roupa antes, mas de ela se exibir assim enquanto minha esposa dorme, nunca.

- Desculpe chefinho. Não deu tempo de esquentar a janta ainda. Demorei-me no banho. Mas pode deixar que já arrumo tudo. Numa posição obscena retira os potes da geladeira. - Droga, cadê meus jornais? - pergunto.

- Noticias velhas. Joguei fora já.

Não queria ler nada, queria apenas esconder um princípio de ereção. Amanda coloca as panelas no fogão, mas não acende o fogo.

- Se eu ficar mais dois minutos perto destas panelas, queimo a comida. Estou em brasas, chefinho! - Com uma mão acariciando o bico exposto de um seio.

- Menina, você é louca? Se a Vera lhe vir aqui assim, acaba sobrando para mim também. Ela vai pensar coisas que não existem.

- Não existe porque você não quer. Vem! - Levando uma mão de forma sensual por dentro da calcinha.

Agora não havia mais volta. Ela me fez perder todos os limites. A despedi na mesma hora e pedi que se saísse no outro dia cedo. Voltasse donde veio!!. Onde já se viu?! E vá demorar no banho quando você pagar o gás, a luz e água. Menina mais abusada! Eu sou casado, viu. Oras!!!

Saio deixando-a plantada alí, sem entender nada e com aquela cara de caipira. Reparo que a carinha de caipira lhe caí melhor que a de putinha.

No quarto, minha esposa ressona fortemente. Deito de costas para ela, tapo o ouvido com um travesseiro e procuro dormir logo, que outro dia de cão vai nascendo.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

É tudo uma questão de genética

Meus caros, a violência que aconteceu com a criança arrastada por um carro no Rio é apenas uma conseqüência de nossa cegueira social. Se você quer fazer algo contra a violência, pense em algo maior. Pena de morte aqui não vai funcionar nunca, porque a justiça já está envenenada a séculos, e não me venha dizer que é culpa dos políticos, traficantes, estupradores, ladrões, etc; porque temos no Brasil a mesma índole genética.

Eu acho que só uma guerra nuclear pra reestruturar o Brasil. 3 ogivas nucleares: uma em Brasília (eu moro aqui), outra em São Paulo e outra no Rio. Acho que em 400 anos teremos uma população geneticamente alterada, menos merda, um novo Brasil com seres menos hipócritas, algo diferente dessa nossa raça humana miserável.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Sheena está com corrimento terminal



Reparem quando o baixista aparecer. Ele é mais assustador que a Sheena.
De quem é a culpa?

Nas Regiões de Pobreza do Norte e Nordeste.
Não há educação, segurança , tão pouco saúde básica. O ganho vem do plantar de manhã pra comer a noite, pouco se vende ou troca-se. O sujeito ali, vive numa miséria absurda e por conta de falta de boa alimentação, tem limites de raciocínio, afinal você é o que come. Sem diversão, sem televisão, sem internet, sem ideais consumistas, faz filhos. Na mesma linha de raciocínio, tem filhos criados com os mesmo formatos.
Era de se pensar que ali se forma gente da pior espécie, gente bruta e estupida. Não é o que acontece. Eles são humildes enquanto não são arrancados a força de seu solo, geralmente tem a bondade quase de piedade no olhar. Sujeitos à necessidade fundamental da água para sobreviver, olham o céu à procura de uma nuvem que lhe traga a chuva pra brotar suas sementes. E quando a chuva não vem, pedem a Deus que é o único que por ali, ainda que pode Lhes oferecer algo. E por Deus, por clemência meu Deus (!), nem Você costuma responder a eles. Mas mesmo assim, a vida desgraçada continua como se fosse uma pena a ser cumprida ate a morte. E quem vive NA desgraça é vitima dela, um desgraçado. Quem vive DA desgraça é lixo.

O menino João, morreu em desgraça. Me fez chorar. Ainda que pouco pela vontade que tenho, mas chorei. O João era meu filho, era seu irmão mais novo, nosso priminho, era voce que nem conheço direito mas lê o que escrevo, e eu tambem podia ter sido o João.

Culpam o Estado, a sociedade, a mídia, a Justiça, os políticos e a pouco me culpam por minha tolerância a uma morte simples saída de um cano de revolver. Me isente, eu não tolero.

Que tipo de gente é assim? Que tipo de gente incendeia criança, ou as arrasta pelo chão, que tipo de gente mata uma criança? Que gente é essa que mata alguém por dinheiro, mata pra te roubar, mata pra te calar, mata por quer e por que pode?

Essa gente afinal, tem esse rancor, esse ódio, essa indiferença à vida porque viveu na desgraça? Viveu sem educação, segurança, saúde , com fome, sem trabalho e por causa desses fatores, ficou assim? Virou lixo?
Se esse fosse o caso, ali no norte e nordeste que descrevi no inicio, teríamos uma legião de gente fazendo essas atrocidades. Não há. Por mais seca e rude que seja a vida deles, por mais desgraçada que seja, eles continuam sem matar ninguém. Só pedem a Deus por um dia melhor. Também quero pedir isso.

A culpa? É única e exclusivamente de quem faz isso com meu João.
E se eles próprios não há tem, que um longo e lento pesar lhes ensine o que é culpa a cada segundo pelo resto de seus dias na terra, sem que morte lhes abrevie ou alivie nada dessa maldita vida. Amaldiçoados sejam.

E que Deus nos console a dor sem fim de perder o João que cada um leva no coração.

Francisco, o \/elho.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Bem feito !

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Desvio.

Já tem post novo hoje aqui, entao mandei um no VocatuS.

Já adolescente, Leandro carregava consigo trauma de sua infância. Culpava os pais e a si mesmo por ter trocado os amigos por um brinquedo estúpido. A conseqüência de um ato bobalhão como daquele remoto dia das crianças tornara-o um adolescente misantropo, distante de qualquer convívio social. O oposto de Jorginho que com seu humilde brinquedo, uniu ainda mais a turminha e dela tornara-se o líder. Percebia agora que o dinheiro não era tudo. Como gostaria de ter sido como o humilde coleguinha.

Para amainar sua solidão, dedicou-se aos estudos e a leitura. Leitura prazerosa, na qual nutria uma estranha amizade com os personagens. Muitas vezes maldizia o escritor por ter dado final tão injusto a um personagem amigo seu.

No colégio tirava as melhores notas. Sua idéia era que se fosse o melhor aluno da sala, os outros se achegariam a ele e finalmente seria aceito. Errou de novo. Era o típico Nerd excluído. Acabou aceitando sua sina e dedicou-se a estudar mais ainda. Se fosse uma pessoa de sucesso as coisas mudariam.

Primeiro lugar geral na UNB formou-se com louvor. Montou uma respeitável banca de advogados. O sucesso profissional lhe rendeu o respeito dos sócios e funcionários. O dinheiro lhe rendeu uma bela noiva. Tão logo reformou o casarão herdado dos pais, com ela se casou.

Leandro sabia que sua mulher casara-se quase que exclusivamente pelo dinheiro, mas não se importava. Fingia que não sabia e resolvia o problema de sua carência afetiva. A mulher lhe ouvia em tudo e sempre tão cheia de chamegos com ele, fazia gosto pagar todas suas extravagâncias. Além de tudo, Dulce fora a primeira mulher de sua vida. Ensinara-lhe coisas nunca imaginadas nem nos seus maiores momentos onanistas. Até chamava-lhe de pirocudo no auge da transa. Como era bom ouvir isso. Como era boazinha Dulce.

A mulher tinha um raro dom para criar círculos de amizades. Com ela, Leandro passou a freqüentar a alta sociedade, freqüentar e oferecer banquetes monumentais além de se inserir nos mais altos círculos intelectuais. Isso era bom. Ainda assim não esquecia da turminha do Jorginho brincando no fim da ladeira. Brincavam porque eram amigos. Quando a bola acabou-se logo inventaram outras brincadeiras e continuavam juntos. A maioria ainda mora na mesma rua e ainda são amigos. Menos dele. Oque aconteceria se seu dinheiro acabasse? Os vampiros sumiriam? Com certeza! Talvez até a mulher pediria divórcio.

Um dia, após o cancelamento de uma reunião chegou mais cedo em casa. Entrou e logo percebeu grande algazarra em casa. Estranhou Dulce não ter avisado que teria visitas. Seguiu o rumo das vozes e estremeceu quando percebeu que vinham de seu quarto. Pé ante pé chegou à porta. Mesmo sem poder entender oque diziam, o forte cheiro de sexo no ar denunciava oque acontecia lá dentro. Não falavam. Gemiam.

Pelo buraco da fechadura avistou sua mulher nua, montada sobre Jorginho enquanto chupava outro. Percebeu que havia um terceiro homem no quarto quando ouviu este dizer "Este Leandro é um sortudo mesmo. Olha que mulher tarada que ele arrumou" enquanto preparava-se para penetra-la por trás numa dupla penetração insana. Um outro completou "Esta mulher é nossa alegria. Viva o Leandro"

Leandro queria entrar lá e acabar com a festa, dar porrada em todo mundo, mas sabia que seu físico não era páreo para qualquer um deles e saiu atuardido. Não sabia oque pensar nem como reagiria. Pegou o carro novamente e dirigiu-se ao boteco mais próximo. Iria embebedar-se pela primeira vez na vida.

Já na primeira cerveja, um sentimento estranho apoderou-se dele. A raiva amainava e sua tez fazia-se menos retorcida. Um pensamento tomou forma, com um sonoro tapa na mesa exclamou: "-É isso". Desistiu de embebedar-se. Como alguém pode gostar de algo tão amargo como cerveja? Pediu uma coca light e fez tempo para voltar para casa. Buzinou antes de recolher o carro, entrou em casa fazendo barulho. Foi recebido com dengues e chamegos de Dulce que logo exigia um sexo selvagem. Imediatamente, que estava com saudades. Insaciável ela. Aceitou, só acordou em pensamento que não lhe chuparia, mas Dulce sabia ser convincente e resignou-se.

Enquanto ela fumava seu cigarro pós-foda, ainda deitados no carpet da sala, Leandro fala:
- Amor, mês que vem é meu aniversário, podíamos fazer a festa aqui mesmo e convidar o pessoal da rua, né?
- Quem? O Jorginho e aqueles outros pés-rapados lá de baixo?
- Pois é, acho que devíamos praticar mais a boa vizinhança.
- É, pode ser. Eles ficarão felizes.
- Você organiza a festa?
- Claro meu amor. Você é tão bonzinho. Ah, que coração gigante bate aqui. ? Passando a mão delicadamente sobre o gordo peito do marido

A excitação lhe voltou e partiu novamente sobre a mulher com um imenso sentimento de satisfeito. Reuniria de novo os amigos, e agora a bola era dele. Uma bela bola.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Histórias que tocam o coração.

Era o dia das crianças e Jorginho estava muito feliz porque tinha ganhado uma bola. Uma bola da Nike, e Jorginho não tinha cabeça pra saber se era falsificada ou original, mas os gomos da bola eram verdes e amarelos e num desses gomos estava escrito FIFA, em letras garrafais. Ao lado morava Leandro e vendo a felicidade de Jorginho com sua humilde bola chutando rua abaixo resolveu sair na rua e mostrar o seu novo brinquedo do dia das crianças.

Ao ouvir o som metálico do brinquedo de Leandro saindo da casa, Jorginho correu até o amigo com a bola debaixo do braço.

- Nossa Leandro que brinquedo bacana
- É o Robosapien V.2 é um robo que incorpora as mais avançadas tecnologias em robótica. Não é um brinquedo qualquer, é muito caro.
- Olha Leandro, eu ganhei uma bola oficial da Nike. Vamos brincar ?
- Oficial né ? Isso ai tá mais parecendo coisa falsificada.
- Não é não. Meu pai me disse que é original da Nike. Olha aqui, ó.
- Seu ignorante, tá escrito "Mike" e não "Nike". Não sabe ler não seu burro.
- Burro é você e seu robo idiota.
- Teu pai não tem nem dinheiro pra comprar uma bola de marca. Vai lá chutar a bola "MIKE". E deixa eu aqui com meu brinquedo de 1.300,00 reais.

Jorginho deu as costas, e foi brincar com sua bola com outras crianças enquanto Leandro com seu controle remoto, fazia o Robo Sapiens caminhar e agachar pela calçada até que as 13 pilhas do brinquedo se acabaram, e ele teve que carregar sozinho os 20 kg do robo até em casa.

E aconteceu que as coisas não andavam muito bem economicamente na empresa do pai de Leandro, e tiveram que cortar gastos na família, e o Robo sapiens ficou encalhado em algum canto da casa, porque pra fazer o robo andar se gastava quase 150,00 em pilhas, e o pai não tinha dinheiro pra isso. E Leandro ficou triste, porque não tinha mais o robo amigo. E se lembrou da bola de Jorginho, que ainda era a principal diversão na rua, e começou a chorar desesperadamente, porque não conseguia jogar bola por estar muito gordo, e não saia mais pra brincar por causa do apelido que Jorginho espalhou pela rua :"Obeso Sapiens ! Obeso Sapiens !"
H2ÃH??


Putaqueupariu, não é que inventaram agua diet?!?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Capitão Presença.

Não sou sociólogo, mas é de se supor que grande parte dessa violência carioca seja fruto do trafico de drogas. As informações do Rio de Janeiro que recebo aqui em São Paulo sempre citam "traficantes que comandam o complexo "versus "policiais cercam o morro". Tombam dos dois lados no asfalto. Traficante vive da venda de drogas, e por conseqüência nisso incluída a " inocente e descolada" maconha.
O maconheiro Zé ruela ou cheirador pé rapado, sobe o morro ou vai direto na boca mais próxima adquirir sua mercadoria. A classe media paga um avião pra fazer o mesmo, sentindo-se mais segura assim e menos envolvida com toda a merda. Ambos no final das contas, compraram a alegria da mesma pessoa, muda-se apenas o meio de como foi feita a compra. Exceções existem em ambos os lados e alguns ainda terão a desfaçatez de bradar que tem um pé de canabis para consumo numa estufa de apartamento. Não insulte minha inteligência com esse tipo de grita.

Já fumei maconha , já cheirei cocaína, fiz minha parte e hoje me contento com álcool e tabaco. Recusarei sem pânico um tapinha e olharei com normalidade um adulto acender um baseado num lugar adequado. Com relação a um cocainômano, tenho algumas reservas.

O Andre dos Malvados montou um site que contabiliza as mortes violentas que acontecem no Rio, idéia baseada em outro site que faz a mesma coisa no Iraque. E pede divulgação. Me fez pensar.

Violência acontece por falta de educação e oportunidades de emprego, mas negar que o trafico tem muita influencia nisso tudo, é tapar o sol com a peneira.
Traficante existe porque tem mercado. Ele monta uma estrutura invejável e gera milhares "empregos" de alto risco e por conta desse risco , alto salário. As grandes metrópoles do Brasil estão impregnadas por essas estruturas.
Pedem aos governantes e autoridades, segurança, educação e emprego. Só isso.

Já a "inocente e descolada" maconha querem continuar fumando, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Ate porque faz menos mal que um maldito cigarro, não é o que afirmam os maconheiros convictos?

UPDT: Tive que modificar. Muita gente não sacou o texto.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Ainda chego lá