sexta-feira, 30 de março de 2007
quinta-feira, 29 de março de 2007
Fácil facilíssimo demais. Basta riscar um fósforo. Se o silêncio for realmente enorme, segue-se um embate cruel entre a madeira rangendo e chorando, e o fogo estalando e fazendo fzzzz... Após a luta, o sobrevivente, apesar do estado irremediável, será o palito. Ele ainda se contorce e reclama uns gemidos, mesmo depois de alguns minutos.
Caso o Sr(a) não ouça nada disto, ainda não chegaste ao mais profundo silêncio da madrugada. Favor repetir a operação até constatar os sons da batalha.
E evite pensar no resultado.
Texto escrito por Felipe Balster (www.nemo.zip.net)
Leitura recomendada.
terça-feira, 27 de março de 2007

A primeira vez que a vi foi num leilão. Um amigo já havia me falado a respeito de seus atributos físicos. Moça bonita se vê em toda parte, disse eu secamente e não mais dei bola para o assunto. Agora ali, diante daquela beleza descomunal eu rezava não topar com o amigo por ali, pois com certeza teria que dar o braço a torcer.
Pela primeira vez na vida fiquei constrangido diante da situação. Eu, falando baixo com o responsável pela peça em exposição com medo que ela me escutasse e me temesse. Ao pé do ouvido ele me segredou: Ela ainda era virgem. Lancei um olhar desejoso e tive até pena, tão bonita e tão acuada naquela minúscula jaula.
Subi ao salão principal da igreja, onde em paralelo rolava o bingo beneficente. O esquema que o padre montou para ganhar dinheiro e lavá-lo era brilhante. Fazia o leilão simbólico de besteirinhas bentas, cada uma dessas pecinhas tinha um número de lote, que na verdade, indicava para os que participavam do esquema a menina que estaria no lance. Os espectadores inocentes, as beatas e os carolas que não sabiam do embuste se maravilhavam com tamanha generosidade. Augusto Dias acabava de arrematar depois de acirrada disputa com Angelo Alfeu, por quase quinze mil reais uma imagenzinha de gesso com não mais de 10cm de altura. Um abençoado esse Augusto.
O leiloeiro anunciou o número do lote, o meu 52. Disfarcei a empolgação para que minha esposa não aporrinhasse e fiquei esperando. O lance inicial de 100 reais por uma medalhinha com a imagem de Nossa Senhora de Aparecida assustou minha esposa, mas logo de cara um idiota enfiou 500 e um outro num enfrentamento feroz dobrou para mil. Nunca vi gente tão ferrenha para fazer caridade. Uma briga quase, que em poucos já mandava o lance para cinquenta e cinco mil reais, mas nesta altura os ânimos já estavam se recompondo e por pouco Manuel Almeida não arremata pelos 56.000,00. Prova indiscutível da beleza da mulher. Eu que até então não havia feito lance nenhum, mandei sessenta mil no dou-lhe duas e levei.
Minha esposa quase teve um treco.
– Sessenta mil? Por uma medalha?
– Não é pela medalha, é para ajudar na obra de Deus, a medalha é simbólica.
– Mas Sessenta mil?
– Ah, vá a merda. Antes gastar com a glória eterna do que com essas manias de roupas e móveis suas.
Não dei mais trela na conversa. Botei-a no carro e despedi-a para casa. Iria me despedir dos amigos e passar o cheque ao padre. Na câmara subterrânea à igreja já estavam todos os felizes proprietários a retirar suas novas aquisições. Augusto Dias, meio xucro, perdia a compostura e no meio do povaréu mesmo e sem vergonha alguma sentou a vara em todos os orifícios da sua menina enquanto gritava – Me Prova que esse cu vale quinze mil sua vadia. E estalava fortes tapas na bunda de infeliz.
Percebi que minha menina estava assustada com a cena descabida que Augusto protagonizava alguns metros à frente. Aproximei-me dela e peguei sua mão suave, o cheiro era inebriante. Perguntei-lhe o nome, quase esquecido da minha condição de dono. Foi ela quem me lembrou.
- Chamarei-me conforme for a sua vontade, meu senhor.
- Então se chamaras Isabela. Vamos, Isabela.
Levei-a até o apartamento que havia preparado exclusivamente para ela. Não gosto de S&M, apenas tinha idéia de botar propriedade exclusiva numa mulher boa. Ela teria os regalos dela e eu os meus. Levei-a até a hidro e lhe dei um belo banho com óleos e sais, enxuguei-a e levei para a cama e fui lambendo cada pedaço do seu corpo, beijei, chupei e mordi os biquinhos de seus seios. Notei que ela gostava mais quando os mordia. Prossegui meu trajeto com a língua até ficar cara a cara com seu sexo. Os lábios vaginais eram de uma perfeição jamais vista, o anus rosadinho e o cheiro do conjunto era magnífico. Passei a língua em suas coxas e fiquei torturando-a alguns instantes chupando a virilha. Seus gemidos me excitavam como nunca e ela em tudo consentia.
- Você quer?
- Quero tudo oque você quiser, meu senhor.
- Quer? Perguntei com a língua bem próxima ao clitóris dela.
- Quero... Ahhhhhh
- Então pede, implora.
- Me bate, por favor. Castigue-me meu senhor.
- Hã?!!
Empolgado com a beleza da moça, não me dei conta que fora doutrinada no S&M para ser a melhor escrava possível. Longos anos de subserviência haviam pervertido sua sexualidade. Perdi um pouco o tesão. - Transar com mulher disparatada já chega a esposa. Dediquei-me a sugar o clitóris dela para ver se revertia a situação, se o prazer sobrepunha o gosto pela dor. Fazia testes comparativos. Quando botava o dedo a seco no rabinho dela ou lhe dava beliscões no bico do seio, ouvia um gemido dolorido de prazer. Os gemidos das carícias no clitóris eram os mais forçados possíveis.
Se gosta de sentir dor, que sinta. Perdi a paciência. As idéias de chamego e não sei oque tinham ido pra casa do caralho já. Botei-a de quatro, mirei o olho do rabo e empurrei a seco. Esfolava-me o cacete, sentia-me mal por lhe abusar daquele jeito, mas os gritos de prazer e a forte fricção no entorno do pau aceleraram meu gozo e logo não pensava em mais nada, só em meter cada vez mais forte. Gozei como nunca havia feito antes, e antes que pensasse em amolecer botei na bocetinha e sem remorso algum rompi o cabaço. Não com rapidez, mas empurrei com decisão saboreando cada centimetro conquistado. O fino filete de sangue que escorria em suas coxas deixou Isabela muito excitada e então pude ver o prazer em seus olhos. Gozou me pedindo autorização. Nunca vi disso, mas dei a tal ordem e ela desfaleceu. Logo depois se aninhou nos meus braços e seus olhinhos lindos sorriam para mim. O sentimento que tive de inicio, instinto protetor com a moça me retornaram. Por um instante me senti culpado pela brutalidade, mas ela logo num beijo me diz um “obrigada” mais doce que já ouvi.
Acho que vou acabar gostando dessa minha putinha de estimação, pois já me preocupo com ela. Ela me agradece pelo primeiro orgasmo vaginal ou pela dor nunca antes sentida ali dentro? Ela me é uma incógnita e não sei direito como agir. Oque me satisfaz é que ela nunca vai reclamar em me servir. Talvez seja eu quem precise me acostumar com essa nova realidade, afinal, se ela sente prazer assim, por que eu me sentiria culpado?
segunda-feira, 26 de março de 2007
Já havia ganhado quase todo dinheiro de Judas no jogo de dados e ele não estava contente com isso.- Velho maldito, deves estar trapaceando!
- Se existe algum trapaceiro aqui é o cramunhão do teu namorado. - Falei chocalhando os dados na mão.Enquanto isso, o diabo observava apreensivo o jogo e alerta Judas:
- Amor, melhor parar, a sorte desse fariseu parece não ter fim. Deixe pra lá esse dinheiro que logo pilho alguém. – Judas responde casando o dinheiro na aposta.
- Toda sorte tem fim...
Deixei a vila de Canaã já em inicio de noite. Trazia os bolsos cheios de dinheiro e uma bolsa com as roupas do Judas. Atravessei o abismo pelos estreitos caminhos que levavam a Galileia quando deparei com uma enorme pedra impedindo a passagem.
- Mas que porra é essa? Não tinha essa pedra aqui...
Outra rocha desaba da montanha, me derrubando colina abaixo.
Tiago e Pedro passaram a noite pescando no rio Jordão. Na manhã seguinte, levantaram acampamento e voltaram com a carruagem repleta de pesca. No retorno, notam um corpo jogado no chão.
- Olha Bino, tem alguem caido ali! Encosta o caminhão!!
Tiago pergunta confuso:
- "Bino"?? "Caminhão"? Que diabos estas a falar, Pedro?
- Ops! Nada não, confundi o roteiro.
Ambos se aproximam do corpo sem vida.
- Esse se fodeu! Deve ter caído do penhasco. - Diz Tiago. Pedro fala surpreso:
- Veja Tiago, é o Velho que anda com teu irmão!
- Já era, coitado! Vamos levar o presunto e avisar o pessoal da Galileia.
Com o corpo acomodado na carruagem, Pedro e Tiago chegam com a noticia na taberna de Madalena.
- Madalena, aconteceu uma coisa triste – Diz Pedro aborrecido - O Velho fariseu morreu. - Tiago completa
- Trouxemos o corpo na carruagem.
Muda, Madalena aproxima-se da carruagem e leva a mão ao nariz.
- E acho que morreu faz tempo, chega a feder a peixe o infeliz...
Logo, Jesus soube do acontecido e lamentou-se a colocar a ultima rocha sobre a cova:
- Se essa é a vontade de meu Pai, que seja cumprida. Logo nos encontraremos, meu Velho.
Continua
sexta-feira, 23 de março de 2007

No começo, como tudo o que não presta, era só alegria. Tudo muito bacana. Uma porção de amigos e admiradores se achegaram a mim e eu sentia-me como um astro. A consciência da realidade se escondeu num lugar qualquer, insignificante frente às enormes dimensões tomadas pelo ego. Uma sensação gostosa, entorpecente me invadiu e logo não ligava mais para nada. Só para o vício.
Não me importava com as críticas e os apelos dos familiares. Queria apenas extravasar minha criatividade. Abrir as portas da mente, como diria Huxley. Afastei-me dos amigos e passei a dedicar minha vida aquele prazer estúpido, ah, o vício!
Logo o rompante criativo foi-se embora, como um fogo de palha e nem fumaça me sobrou. Faltavam-me idéias, os poucos textos que produzia eram caracterizados pela péssima qualidade e a conseqüência óbvia não tardou: Os comentários começaram cair. No desespero até pensei em abandonar tudo. Não o fiz porque o vício já estava fortemente vincado à minha pessoa, e ainda tinha alguma (falsa) esperança de voltar a ser o centro das atenções na rede. Comecei a postar vídeos do youtube e colar piadas de e-mail. O tempo gasto rastreando algum conteúdo utilizável era enorme, checava a caixa de e-mail a cada 30 segundos na esperança de alguma coisa que pudesse postar no blog. Um trabalho insano, de preso até, mas os comentários pingando com maior freqüência no halloscan compensava qualquer esforço.
Dei-me conta do buraco em que havia me metido quando perdi o emprego, a mulher e auto estima. Tarde demais para perceber que a situação havia mudado e além de não ter ninguém próximo de meu convívio social estava cercado de imbecis, mongolóides e asnos de todo o tipo e qualidade na rede. Procurei ajuda no Blogueiros Anônimos e hoje, sentado aqui contando minha história para vocês, vejo algumas caras novas, que não precisam chegar aonde cheguei para rever seus passos. Reflitam no que lhes contei e aprendam com meus erros.
Obrigado.
quarta-feira, 21 de março de 2007
Algumas pessoas deixaram comentário mostrando-se interessadas mas não deixaram seus emails. Os que tenho cadastrado são os seguintes endereços:
gil_mackoy@ubbi.com.br
pco_reglow@hotmail.com
mytih17clear@gmail.com
narcisorn@yahoo.com.br
wellington.carneiro.sg@hotmail.com
Se alguém mais tiver interesse entre em contato pelo wormelho@gmail.com
Se você deixou email mas não quer mais, ou deixou de zoação, avise que excluo logo. O negócio é sério.
terça-feira, 20 de março de 2007
Tião Havaina.
Já tinha tido tanta arma que já tinha perdido a conta. A primeira , eu me lembro bem. Era um oitão de cinco tiros que o Boca Morta me vendeu. Foi ele que me disse o que fazer com um revolver:
-É o seguinte, Havaiana, tu ameaça mas só atira em ultimo caso. Tiro a gente dá em safado, mentiroso e cagueta. Agora se o sujeito ficar com boca dura, tu mata pra ele não voltar. E não fica olhando pra cara do infeliz na hora, que ele não morre direito. Gente que não morre direito depois volta pra assombrar a cabeça do vacilão...
Com o tempo, acabei trocando esse cano por um celular StarTac. Na seqüência, "fiz" uma casa no Guarujá e descolei uma PT. Essa eu perdi, caiu da cintura num pinote. Agora to com uma PT de novo.
Escolhi essa casa pelos carros. Um sobradão gradeado com muro coberto de planta. No domingo passado, eu vi um Civic, uma BM , e um Stilo. Na noitinha da sexta feira seguinte, o boyzinho saiu com umas mochilas no Stilo. A BMW levou os coroas, com o porta malas chapado de roupa de cama. Fui ate a quermesse e dei um tempo ate chegar a hora. Lá perto da meia noite, liguei , pedi pra entregar uma pizza no endereço do sobradão e fui pra lá. Fiquei na esquina e observei o motoqueiro tocar a campainha. Latiu o cachorro do vizinho. O entregador olhou pra todo lado, bateu palma e nada. Fez uma ligação do celular e se mandou sem entregar a pizza. Tava limpo, vou cair pra dentro. Entrei na casa pelo muro. O Civic tava trancado e com o motor frio. Fui ate o fundo da casa e dei uma olhada pra ver se não tinham deixado nenhuma janela aberta. Tudo fechadinho. Nessa hora você já esta se cagando e a adrenalina correndo solta.
A coisa ficou meio complicada porque tinha uma merda de uma porta de alumínio envidraçada na entrada da cozinha. Porta de alumínio é fácil de arrombar, mas faz um barulho do caralho. A porta da frente já tava fechada quando os velhos saíram, devia estar com travas por dentro, tinha que ser pelos fundos mesmo. A fechadura era uma Aliança meia boca, facinho de abrir. Peguei a chave de fenda , calculei o lugar entre o batente e a lingüeta e forcei num tranco seco. Com o ruído, o cachorro do vizinho enlouqueceu. Me escondi num canto e esperei alguém checar ou um alarme disparar. O cão bradava certo do que fazia. Deu uns três minutos, a luz da casa ao lado acendeu. Escutei a mulher repreender o cachorro e manda-lo deitar-se, provavelmente pensando que deveria ser o cara da pizza de novo. Contrariado, o cão se calou enquanto eu entrava na casa. A primeira coisa que acontece quando você consegue invadir uma casa, é dar uma cagada. Mesmo quando dá tudo certo, a vontade de cagar é incontrolável. Você pode ir no banheiro antes , mas não adianta, que na hora o bicho pega de novo. Depois de se aliviar (as vezes não dá tempo e você acaba fazendo no chão mesmo) , é hora checar o porta-chaves e abrir as travas de alguma janela. Faço isso, pra garantir mais de uma saída da casa, porque quando alguém chega e constata o roubo, geralmente entra pela porta arrombada. E se você ainda esta na casa, tem como sair na correria por outro lugar.
Vê as condições do lugar e calcula se alguém pode te ver do lado de fora. Nada de lâmpada acesa, luz só de fósforo ou da geladeira mesmo.
Meu apelido, Tião Havaiana, vem da mania que eu tinha de furtar casas usando chinelo. Esses chinelos não fazem barulho e serviam pra você se apoiar em muros que tem de cacos de vidros. Só que são uma merda na hora de correr, quando pinta alguma sujeira. Depois eu mudei pra esses tênis da ALL STAR, que não também não fazem barulho. E muro de caco de vidro eu não pulo mais, porque quem faz isso em muro não tem merda nenhuma pra roubar.
Destranquei a porta da frente e uma janela e fui pros quartos que é onde mora o perigo. Quando eu subia a escada, a campainha do telefone quase me mata do coração. Olhei o relógio de pulso e eram vinte pra uma, horário ruim de alguém ligar. Os donos da casa já deveriam estar dormindo nesse horário, os filhos talvez não, mas se alguém quisesse falar com eles , iriam ligar pro celular. Pizzaria não ia se dar ao trabalho pra confirmar telefone de pedido de pizza errada, mesmo porque eu tinha dado meu celular. A campainha ecoava pela casa insistente. Só se o maldito vizinho viu algo. O toque foi ate as ultimas conseqüências e depois parou sem retorno. Sinal de coisa ruim. Respirei fundo, aguardei um instante e segui pros quartos. No corredor, achei as portas dos quartos trancadas. Merda! Fui ate o banheiro social, porque tem gente que guarda chaves nas gavetas do armário. E sobre o tampo da pia, uma câmera digital e uma neceserie que algum distraído esquecera. O tempo fechou e ficou curto.
Os cinco minutos devem ter levado minha eternidade. Eu me prostrei atrás da porta do banheiro e aguardei a confirmação do ruído que me alertou há um segundo. Ouvi meu coração ecoando pela casa. O suor escorria pelo braço e molhava a coronha da pistola que já estava escorregadia. O silencio era pior que a certeza. E de novo, o ruído se fez com todas as aflições e ansiedades que podiam trazer. Eu não sabia que eram passos, sussurros ou estalos. Me apertei contra a parede, procurando uma saída que agora não aparecia. Tinha mais alguém comigo na casa.
E eu tinha que saber quem era. Se fosse a policia, eles iram me detonar aqui dentro mesmo, se fosse o dono da casa eu tinha que correr. Primeira coisa a fazer era descer as escadas e voltar pra parte debaixo da casa. Pra piorar, quem fazia o ruído, também estava se preocupando em não faze-lo à toa o que me levava a crê que estavam a procura de algo ou alguém. As luzes continuavam apagadas e eu não conseguia mais enxergar nada a minha frente. Desci devagar , olhei pra janela que havia destrancado e achei que por ali seria a melhor opção pra fuga. E ouvi em alto e bom som a voz que vinha da cozinha:
- Tem gente dentro de casa!
Agora era vida ou morte. Empunhei a pistola e na base da escada calculei que agora a única chance era a porta da frente. Andei cauteloso e devagar ate a porta e fui abrir, apontando a arma engatinhada e segurando o gatilho com força, pronto pra disparar a qualquer movimento.
Cinco minutos antes, o Jorge estacionou o Stile com a namorada e a pediu para aguardar no carro. Ele chega a porta da cozinha, e vê o sinal de arrombamento.
- Tem gente dentro da casa!
Jorge trava a porta da cozinha com um cabo de vassoura e não tem certeza se aquilo impediria alguém . Sorrateiramente, ele vai agachado pela lateral da casa ate a frente e vê a porta abrir-se com estupidez
O cachorro do vizinho late alardeado pelo tiro que ecoou repentinamente. A vizinha acorda assustada e a namorada de Jorge liga do celular no carro, desesperada por ajuda.
Eu abri a porta decidido, mas tive que baixar a arma por um segundo para tanto. Olhei a face de um homem que me aponta uma pistola e sem pestanejar dispara o tiro contra mim.
Acho que acertou na minha cabeça, pois não senti meu corpo quando ele bateu sem reação no chão. Eu olhei para os olhos do estranho com vontade, cheio de vingança, mas de nada adiantou. Meu rosto virou-se num movimento final , por mais que eu quisesse viver, não consegui.
E nem assombrei ninguém como havia dito o Boca Morta. O Jorge me matou direitinho.
Penso em escrever algo coletivo. Um conto, uma novela, sei lá.
Não tenho idéia sobre o assunto. Talvez uma adaptação?!
O importante primeiro haver pessoas interessadas. Depois decidimos os detalhes, decidimos se publicamos no abobra, em outro blog, criamos um blog novo ou fica restrito aos participantes.
Alguém se interessa? Nos Comments.
segunda-feira, 19 de março de 2007
O primeiro contato foi via msn. Logo de cara o Velho mandou a proposta de emprego. Meu salário seria pouca coisa superior ao que recebia na época, nada muito atraente, mas confesso que as promessas de fama, sucesso e ninfas virgens foram decisivas. Além de tudo, passagens Curitiba / Brasília / Santos grátis. Como nunca andei de avião, estava ansioso por começar logo.
A impressão que eu tinha da empresa se desfez ainda antes de conhecer seus altos dirigentes. Gory, por msn me disse que tinha urgência em começar o novo empreendimento, que me daria detalhes pessoalmente e que a passagem estava comprada. Era só retirar no guichê da Viação Cometa. “Viação Cometa? Esse puto vai me mandar de ônibus para Brasília? Um sinal de alerta amarelo acendeu na minha cabeça, mas achei melhor não discutir assim, logo de cara. E embarquei numa viajem sacolejante de não sei quantas hora.
Durante a viajem fiquei imaginando como seria o prédio da sede do Abobra Corporation. Imaginava alguma coisa como as imponentes construções californianas do Vale do Silício, algo um pouco menor que o Google, mas com salas de fliperama, bares, boates e boites. Nesse feliz pensamento adormeci, esquecido que estava em um ônibus convencional.
Fui acordado pelo motorista avisando da chegada. Gory disse que mandaria alguém me apanhar na Rodoviária. Uma boa recepção seria se ele mandasse Lindalva, penso comigo. Espero minhas malas pacientemente enquanto tento ajeitar os cabelos e alinhar o terno todo amarrotado da viagem.
Notei que do outro lado da plataforma havia um sujeito me encarando. Acende um cigarro e caminha em minha direção.
- Vamos? Indaga-me o jovem ancião.
- Eita viadarada. Sai pra lá chucrute!
- Qual é, Worm?!
- Gory?
- Velho, animal. Vamos que o Gory tem pressa. E daqui até lá é uma pernada da porra.
- Vamos a pé? Cadê seu carro?
- Não carrego Paraíba no meu carro.
- Porra velho. Curitiba não é capital da Paraíba!
- Dá na mesma. Tudo nordestino.
- ... Porra, e um táxi?
- Caro pra caralho.
- Metrô?
- Você paga?
- Quantos quilômetros até a sede?
- 10.
- Pago.
Na viagem, preferi ficar calado. O velho pareceu-me a arrogância em pessoa e prefiro não conversar com esses ignorantes que se acham superiores a tudo. Ainda bem que ele não seria o meu chefe, ou teria voltado da rodoviária mesmo.
Chegamos no prédio e o sinal de alerta redobrou de intensidade. Um prédio decadente, sujo e mal cheiroso. Dezenas de apartamentos por andar e o maldito Gory era morador justamente do ultimo andar. Isso não seria problema em um prédio com elevador, mas ali isso era um luxo não permitido. Quinze andares pelas escadas. O Velho mostra-se habituado com o exercício. Fuma dois cigarros durante a subida e nenhum sinal de cansaço se percebe, ao passo que eu sinto que vou enfartar tentando acompanhar o seu ritmo.
Duzentos e quarenta degraus depois me encontro à porta do apartamento 1590. Percebo alguma combinação nas batidas da porta. Três fortes, uma leve, uma forte e três leves. Um menino abre a porta. Encara-me feio, mas abre passagem.
- Vou avisar papai que vocês chegaram. Fecha a porta atrás de nós e some.
Sento num sofá empesteado com o cheiro que sobe daquelas pizzas de bananas mofadas em diversas caixas espalhadas na sala. O garoto retorna.
- Papai está muito ocupado no momento. Não poderá atender de imediato e pede que o aguardem.
- Ok.
Duas horas depois ouço uma voz débil e gutural vinda sabe-se lá de onde.
- Velho, ta aí ainda, seu puto?
- Não! Já estou em casa.
- Então vem cá me dar uma força, que não consigo passar desta fase e estes alemães filhos das putas estão apelando.
- Porra Gory, trouxe o Worm até aqui, então fala logo com o cara e me libera. Depois te mando os saves do Medal of Honor.
- Então manda-o entrar.
Finalmente conheceria o chefe.
Continua...
quinta-feira, 15 de março de 2007
20.04.2006
"Desafio a um difamador
O sr. Diogo Mainardi, em artigo intitulado “Jornalistas são brasileiros”, publicado na revista Veja de 16 de abril de 2006, acusou a mim e a outros profissionais de imprensa de sermos “moralmente frouxos” e de mantermos “relações promíscuas” com o poder político. No meu caso, saiu-se com a estapafúrdia história de que eu teria uma cota pessoal de nomeações no serviço público. Nessa cota, estariam meu irmão, Victor Martins, diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), e minha mulher..."
Franklin Martins.
Link
http://portalimprensa.uol.com.br/new_ultimasnoticias_data_view.asp?code=2827
15.03.2007
"Um novo (e poderoso) ministério
O posto para o qual o jornalista Franklin Martins (do iG e da Band) foi chamado é muito, muito mais poderoso do que se supunha inicialmente. O desenho do futuro ministério da Comunicação Social (este é o nome) circulou em pouquíssimas mãos. Quem teve acesso ao organograma revela que ficarão debaixo desse novo guarda-chuva a Radiobrás (e a futura rede estatal de televisão); a Secom; a secretaria de Imprensa da presidência da República e as verbas publicitárias do governo. É um ministério de gordo orçamento e com poder de decidir sobre muito dinheiro. Aos números, portanto. As verbas publicitárias chegam 1,5 bilhão de reais por ano..."
Link http://vejaonline.abril.uol.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1286
Legal, né? Quero ver o que o Mino ou o despeitado PH "Ex Globo" Amorim vão falar sobre o FATO.
Ah, antes que me esqueça, esse Mainard é outro idiota, só que no caso, tinha razao.
quarta-feira, 14 de março de 2007

Mulher parruda, castigada pelo sol, pelo sol de labuta. Os entretantos? Você não vai me explicar o que não quero saber, faço o serviço e ponto final. A causa ou a razão é motivo de quem pede , não de quem vai fazer. E quem pede e paga, acaba recebendo o combinado. A mulher avisa:
- Ele é arisco, já nasceu bravo. Lhe chamam Tatarana mas seu nome ninguém sabe direito. Tome cuidado , seu Clodomil.
- O lugar e o dia , dona.
- Em Miracema, dia 28.
Era prudente não chamar atenção. Deixei meu Fusca Baja na cidade e segui viajem de ônibus atrás do cabra. Em três dias achei o homem. Ele era metódico cheio de manias. Parecia saber que a vingança lhe rondava. Tinha a coragem desenhada no rosto e a certeza da morte no olhar. Mas todo valente tem uma fraqueza e Tatarana se era homem, também havia de ter uma. Logo eu descobriria.
Em sete dias matou dois homens e pelo que entendi, um foi a serviço, outro de ruindade mesmo. Com o tempo, lhe tive na mira por um punhado de vezes, mas minha obrigação tinha lugar e dia.
- Em Miracema, dia 28.
Desta feita, acabei por pensar num serviço de fino acabamento, cercado de detalhes. A raiva já também amargava minha boca. Andando e vendo o que já vi, juro que fazia o trabalho sem cobrar, por gosto de ver o desgraçado no sofrimento.
E no sábado, o bicho tava arretado. Na casa das meninas, bebeu feito o cão, mas andava mais reto que padre em dia de procissão. Desconfiado, não falava e nem barulho fazia. Lá pelas dez da noite, arrumou uma rapariga sem encanto e zelo nenhum , trancando-se no quarto em seguida.
Pois a moça fez o combinado, deixou o homem lhe desejar e se despir. Dada a hora certa do bote, a puta apagou a luz. Em demência, Tatarana se levanta alertado e corre ate o interruptor. Arrombei a porta velha com o pé e peguei o safado desarmado, apontando minha espingarda na nuca do infeliz que se compunha do medo de escuro:
- Quietinho. Dessa distancia não erro nem bem-ti-vi voando.
Tatarana me olha com desprezo mas aceita a rendição sem duvidar e quer a punição sem delongas:
- Pois faça o que tem que ser feito.
- Vou fazer. Amanhã cedo em Miracema.
Joguei as algemas e ordenei:
- No pulso e na canela.
O homem cumpriu mas já não tinha certeza do destino. Nem do dele, nem do meu:
- Seu moço, não brinque com isso, a morte não manda recado. Se ela veio pela sua mão, que seja. Só não deixe que a sua chegue pelo meu pau de fogo.
Foram precisos vários golpes ate o rendido tombar desacordado. Com um capuz, lhe dei de volta o medo do escuro. Ele acordou em Miracema, encapuzado e algemado com os braços para trás num poste. Ouviu uma musica tocando alto, era uma musica americana que falava de amor pelo tom da cantora. Em seguida, foi prestando atenção numa voz que falava o nome dele.
- Tatarana, meu amor, eu trouxe você aqui pra lhe prestar uma homenagem...-
Era a voz de Midinha - Escrevi uma carta pra televisão e pedi ajuda a Clodomil!
Alguém retira o capuz da vitima que olha uma festa de aniversario montada em praça publica.
- TATARANA, você esta recebendo um TELEGRAMA LEGAL do Programa do Gugu! Feliz aniversario!!
A bordo do Baja, eu já seguia em distancia segura. Em Miracema, Tatarana chorava e não era de felicidade.
Meu nome é Clodomil, também faço constrangedores telegramas fonados e animo festas, ridicularizando os participantes com brincadeiras desagradáveis.
P.S. Tatarana é personagem do WORM blablabla blablabla e etc.
segunda-feira, 12 de março de 2007
Jabaculê NacionalTatarana 04 no wormelho
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Em breve: Revelações bombásticas dos bastidores do Abobra Corporation. Você vai conhecer a história nunca antes revelada dos
sexta-feira, 9 de março de 2007

Caros leitores.
Nesse momento difícil, deixemos as brincadeiras de lado e oremos por Antonio Carlos Magalhães. Peça ao seu bondoso Deus que lhe dê um fim sereno e breve, condizente com a vida de ternura e bondade que teve esse baluarte da democracia, esse incansável protetor do povo Bahiano.
Lembre-se que para Deus nada é impossível, portanto ore com fé.
quarta-feira, 7 de março de 2007
- Blog??!? Aquela merda de diarinhos que punheteiro e viado faz na internet?
- Va se foder. Isso é historia de desocupado.
- Prepotentes e arrogantes que pensam que vão mudar a Net por causa de dois verbos conjugados no tempo certo...
- E eu lá preciso de um zé buceta escolhendo vídeo pra mim? E YouTube de cu é rola, vá direto pro PornoTube que lá é que bomba.
- Desenho é a cabeça do meu pau. Cheio de fotos de buceta na internet e você vendo quadrinho metido a intelectual?
- São esses pobres dos 586 que usam conexão discada e fodem a rede toda de email's com anexos de Power Point.
- Doutor Euclides, você só existe porque eu o criei em um blog.
- Foda-se.
- "Foda-se" não! Se eu resolver não escrever mais sobre você, é seu fim.
terça-feira, 6 de março de 2007

- Veja só Madureira. Ta vendo oque diz aqui? Uns canalhas é oque vocês são. Uns patifes, berra Buceta Encardida com um jornal na mão. Aqui diz que foram R$ 500.000,00 roubados da agência. Vocês me apareceram com quantos?
- Isso é coisa de seguro, chefe. Esses putos divulgam o dobro do efetivo só para dar golpe na seguradora.
- Seus patifes. Eu arquiteto o plano todo e vocês querem comer a maior parte sozinhos? Você, como encarregado, merecia que eu te arrancasse esse toco de orelha que lhe resta.
Madureira institivamente recua, protegendo com as mãos o toco pendente e mal ajambrado da orelha restante.
- Assim o senhor ofende, chefe. Mamãe não me educou para ser ladrão, sou pessoa honesta e direita. Trabalhei duro nesse assalto para ouvir desaforo deste? Não ta direito!
- Pare de lengas, homem. Não digo que foste tu. Sabe que te estimo. Mas você anda dando mole com os soldados. Sabe que gosto de tudo certinho e me dá um vacilo desse?
- Ta certo chefe. Ainda acho que foi o golpe do seguro, mas vou prestar mais atenção.
- Sem vacilo hein Madureira. E vamos trabalhar que eu preciso recuperar estes duzentos paus que vocês me roubaram.
- Mais um banco?
- Pra ontem homem. Ta recusando serviço é? Molengão! E já sabe né?
- Ta. Sem vacilo.
Logo após o assalto, Madureira é detido em sua casa. Buceta Encardida, munido de seu advogado vai à delegacia tentar livrar o fiel escudeiro. Com o jornal em mãos mostra a manchete zombeteira com a foto do “bandido contador”. Diante do constrangimento do detido, Buceta tem um novo ataque de fúria.
- Asno, anta, burro! Como pode ser tão besta assim? Por Zeus!
- O senhor que queria tudo certinho chefe. Trabalho bem feito. Só que chegou a polícia antes de terminar e não deu para pegar tudo. Um azar da porra.
- Azar? Era para ser feito em 2 minutos e você ficou lá mais de 20 e veio com metade do dinheiro só. Incompetente
- Queria tudo perfeito. Dá trabalho fazer as coisas certas.
- Mas passar recibo, Madureira?
- E conferi tudo na presença de duas testemunhas que atestam o valor roubado. Responde com um certo orgulho. Maior trabalho, tava tudo em nota miúda.
- E passou recibo com endereço, cpf e tudo? Seu asno!
- Preenchi todos os campos do bloquinho. Dava até pra contabilizar.
Madureira reconhece aquele brilho nos olhos de Buceta. Protege a orelha enquanto o enorme negro avança sobre ele.
- Guardas, guardas... Socorro...
Obs: Buceta Encardida e Madureiras são personagens registrados de In Velho We Trust. Todos os direitos reservados.
segunda-feira, 5 de março de 2007
Eu podia estar no MSN, em um chat, fazendo download de jogos e musicas, navegando em fóruns dos mais diversos temas, podia ainda estar jogando no Warnet ou dama, tentando burlar sites, visitar blogs e fazendo comentários engraçadinhos, xingando algum prepotente como eu no haloscan, criticando reportagens tendenciosas, hostilizando o James, cantando putinhas do messenger ou ate mesmo blogando.
Mas não, ao invés disso atualmente estou trabalhando feito um camelo velho. E isso eu tiro de letra. Foda são os Euclides, Bucetas, Aderbais e Madureiras me azucrinando as idéias. Agora mesmo o Jê me disse que ... esquece, meu chefe de novo.
sexta-feira, 2 de março de 2007
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