quinta-feira, 25 de setembro de 2008

QUINTA DO POEMA TOSCO

Ela era a moça que tocava na orquestra
E eu sou o cara que só limpava o chão
Até o dia em que eu espiei pela fresta
E a vi puxando um enorme baseadão

A moça quando ficava ligadona
Tocava piano, clarineta e violão
Sóbria era totalmente mandona
Mas ali era somente inspiração

Olhou pra trás e viu meu rosto velho
Arregalou os olhos com muita irritação
Eu nem consegui dizer: "calma, mulher"
E já vi ela puxando aquele trezoitão

Tentei correr pra longe que nem um louco
Mas o gatilho era apertado em sua mão
Tiros tiravam fino da cabeça por pouco
Não sei como escapei dessa inteirão

Tentei e disse: "calma aê, mulher!"
Ela, chapada, parou na contra-mão
Disse pra ela: "tou do seu lado, qualé?"
E ela entendeu o que eu queria, então

Sentamos no piano sem roupas
Cada um com soltando um fumação
O maestro corno entrou na sala
E mandou nós dois pra demissão

A moça da orquestra disaprovou
Pegou de novo o seu trabucão
Afinou e mirou bem seu instrumento
E soltou uma azeitona no quarentão

Desde então ela é mundialmente foragida
E eu sou testemunha ocular da ocasião
Ela vive viajando fumando a bagana
E eu continuo o cara que só limpa o chão

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Saí do trabalho, pontualmente uma hora depois do fim do expediente. Hora Besta! Mochilinha na mão, leve mas incômoda - Uma garrafa térmica e uma marmita em alumínio amassada - Antes do ônibus parei para tomar uma branquinha. Um trago e só.

Começo olhando as gordinhas feias desdentadas que batalham pelo aluguel do quartinho até que me flagro mais uma vez fui traído pela mente enganadora de alcoólatra. Estou bêbado, deitado nos braços de uma negrinha. Penso na mulherzinha em casa e na filhinha dormindo. Numa conta rápida vejo que gastei sua barbie e a conta de água. Broxei! Sou um estúpido!

A esposa não me confia mais, a pequenina também não. E o pior. Eu também não acredito que possa mudar. Visto-me e com o troco compro uma garrafa de conhaque – Para aliviar a culpa – E vou caminhando os dez quilômetros que me separam de quem me ama. Penso em me matar, penso na pequena e sinto vergonha. Deito na sarjeta e choro e bebo e durmo o sono dos justos.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

OLHOS ATENTOS

Guria estranha. Conheci um dia desses num café no térreo do prédio. Cabelos longos, lisos e macios, escuros. Andava com classe, com estilo. Sua altura de 1,75 a fazia parecer uma modelo. Suas roupas sempre combinavam com o dia e com seu humor. É incrível, parece ser daquele tipo de mulher de propaganda de perfume caro.

Sei que eu não era muito o tipo dela, mesmo assim cheguei junto. Joguei um papo verde tosco só para ver se ela mordia a isca. E mordeu! Sorte assim não se arranja fácil. Conversa vai e conversa vem, descobri que ela trabalhava como sócia-gerente numa firma, alguns andares abaixo de onde eu trabalhava. Eu nem sequer tinha ganho promoções nos últimos cinco anos!

Inteligente, bem humorada e gostosa! Mas, "pera-lá!". Dizem que quando a mulher é perfeita ou tem mau-hálito ou tem chulé. Só tinha um jeito de descobrir: pegando ela. E peguei. Que língua, que tesão. Era só marcar de ir pra casa dela pra tirar a roupa toda. Já vi que o primeiro não tem, e duvido muito do segundo. E fui.

Lá eu peguei de todos os jeitos. Numa hora eu abri os olhos pra ver como ela ficava de olhinhos fechados. Porra, meu! A mina tava de olho aberto! Tipo, arregaladão, saca? Perdi o tesão na hora! "Qual é?" e ela disse que é por um trauma. Trauma meu cu, moça, fecha essa porra de olhos. "Não consigo". Foi aí que dei o primeiro soco. "Fecha, porra!". Ela não conseguia. Começou a chorar e eu comecei a socar. Cada batida era um grito "fecha, fecha, fecha!". Inchou, sangrou. Ela desmaiou. Aí seus olhos fecharam e eu pude fazer o que tinha ido fazer. É muito estranho a mina ficar te encarando o tempo todo. Muito estranho.

Meia hora depois ela acordou, quase chorando, soluçando. Me viu ali, parado, olhando pra ela. "Você fica linda de olhos fechados. Mas tenho que ir agora". Ela mal levanta do chão, esticando os braços num desespero sussurrando: "Não vá! Fique!".

Não, moça. Comigo é assim: só casual. Mulher quando apaixona é difícil de aguentar.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Aviso aos desafetos:

Estou vivo e a campanha acaba já já. Fui!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Perdi a primeira oportunidade de transar com uma japonesa da minha vida.

Estavamos quase despidos, mordendo e beijando adoidados. Tirei sua calcinha e a buceta não era atravessada.

- Porra. Sem peito, sem bunda e com mau hálito!

Nada de extraordinário. Desencanei!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Desde que comecei a jogar xadrez com coronel José Arcádio Buendia muita coisa mudou. Era meu maior inimigo, mas o tempo apazigua tudo e desde nossa primeira partida amistosa fomos criando laços e vendo que no fundo éramos dois homens com posições nobres mas distintas.

Numa tarde de novembro, sob um sol escaldante, a sombra da velha e imortal amendoeira bicentenária que ele mesmo havia plantado trazia um pouco de paz à continuação da partida iniciada dez dias antes. Afinal, já éramos velhos e o jogo não passava de um pretexto para jogarmos conversas fora e conhecer melhor um ao outro. Eu já o respeitava, mas não deixava vistas de tal, pela arrogância, pura e simples de um matador conhecido e respeitado que era.

- O compadre pensa que ninguém vê. E pensa que os que sabem se orgulham do que você faz, do parente que você é. Nem se tivesse alimentando esses diabinhos que nascem dia-sim / dia-sim faria tão bem quanto se reconhecesse a verdade. – Xeque! - e partisse dessa vida.

- Ta ficando rápido nesse jogo hein! Mas veja o senhor que eu compro o desígnio divino de limpar e adubar a terra. Deus me fez imortal por vontade dele! - Movo meu cavalo impedindo o avanço do bispo.

- Compadre, tu nunca se achegou com gente nenhuma, não é hora de dizer que Deus que te aproxima delas. Não gostas de ninguém, é a verdade.

- Tem Lupércio. Preciso ensinar o menino nas artes de crescer e ser homem. Eu sei que o senhor tem ressentimento ainda por ter lhe matado, mas preciso cuidar do menino.

- Não. Morri, morri. Faço meu tempo e aproveito, vendo oque não via antes.

- Agora deu de espiar mulher no banho é?

- Não. Contemplo o futuro com a sabedoria de duzentos anos que Deus me deu, esperando minha hora de voltar a caminhar. Seremos inimigos de novo. E esse Lupércio,quando nascer, não será matador. Será o alento desse povo, escreva.

- Vai esperando. Não morro, sabes, e ponho o moleque na linha!

- Por isso espero sem pressa, confesso-te. Não quero-te como pai.

Internerd Webs Side 2.0

Movido por pura inveja do James, resolvi perder alguns minutos e revolucionar o template do Abobra.
Notem que na barra direita a palavra CONTATO foi totalmente reformulada e agora conta com um S no fim.
Tudo isso visando o conforto de vocês, caros eleitores.

Amanhã, se o viado do meu chefe me deixar aqui no escritório de novo, um novo e sensacional sistema de comments nunca antes visto na historia da Web.

Esquece, o filhodumaputa vai pagar pau pro Serra em São Paulo e vou ter que subir.
100% Caixista.

Vi no UOL um relato do GORY de um user .

E aí gente, tudo bem!? Nossa, anteontem paguei um dos maiores micos da minha vida... eu tenho um vizinho, o Mathias (ele é alto tem uma voz muito bonita) que é amigaço meu... e ele trabalha na prefeitura aqui da cidade, tem um XBox 1 e tava louco para jogar Halo 3... então combinamos de tirar um dia para ficarmos juntos e fechar o jogo em uma só jogada.

Tudo bem... eu era o Master Chief e ele o Arbiter, sabe? Passamos por vários fases e o tempo foi passando, a gente foi conversando... compartilhamos problemas, conversamos sobre mulheres (só merda hahaha) e começamos a entrar no clima do jogo... do espírito de equipe, a parceria.

Puta que o pariu, naquele tiroteio antes de matar aquela bolinha de gude high tech voadora, a gente tava tão ligados um no outro que passamos de primeira... até que... chegou a parte final, de fugir no jipe.

Eu fiquei na metralhadora e ele no motorista e lá vamos nós: metralhando vários inimigos, subindo as rampas, até que o carro capota e um inimigo me mata.

Já desiludido de chegar ao final do jogo, não quis sacrificar a nossa oportunidade de concluir né? Gritei para o Mathias:

- Vai sem mim cara, vai sem mim!
- Nunca! , ele respondeu e acelerou o jipe contra as placas caindo no chão, afim de achar um checkpoint para eu voltar ao jogo.

Parecia cena de filme... todo o chão caindo e ele ali correndo contra, desafiando tudo e todos... até que aparece um checkpoint e eu apareço novamente, na pressa, pulo direto no banco de carona (deveria ter pulado na metralhadora, mas mesmo assim) e com uma curva quase de 80º Mathias vira com tudo e dá pista, antes do nosso chão desabar... e lá fomos nós: velocidade mil, esse nosso atraso não nos permitiria erros... um planeta todo para explodir até que vimos a rampa, desviamos dos buracos, aceleramos fundo e pulamos... puta que o pariu, o que foi aquilo, meu coração devia estar a 200bpm.

Após o vídeo em que o Arbiter foge pilotando a nave e o Master Chief e a Cortana acabam sendo sugados para o espaço (spoiler), apareceram os créditos finais.

Mathias, antes pensativo, muda de face estiva as mãos e fala:

- "Vencemos a guerra, parabéns soldado"

Puta merda gente, eu tava tão â flor da pele que comecei a chorar... esse jogo imergiu muito a gente nele, estava em um estado que parecia ter saído de uma guerra de verdade.

Ele deu um sorriso e me abraçou... um minuto depois eu consegui me recompor e nos despedimos.

Na porta de casa, já de noite, antes de ele ir embora:

- Nossa... desculpa Mathias. Que micão né? haha
- Acontece cara... realmente esse jogo é muito perfeito, normal isso
- Tudo bem...
- E aí quando eu posso voltar aqui pra jogar mais um pouco?
- Cê tá de folga na segunda e na terça não é? Vem domingo, à noite... vamos fechar Assasins Creed no modo cooperativo
- Pode me confirmar nessa aí... vou pedir uma pizza, pode deixar que sou eu quem vai pagar

Nossa tô me sentindo um inútil... além de ter pagado um puta mico na frente desse meu amigaço, o cara ainda se dispôs a vir jogar novamente.

Nem sei o que fazer quando ele voltar viu... vergonha demais...

http://forum.jogos.uol.com.br/viewtopic.php?t=1956663&highlight=mico.

domingo, 7 de setembro de 2008

sábado, 6 de setembro de 2008

Estou completamente SEM TEMPO.

Ypsilon.

Nasci com nome de batismo Jose da Silva. Sou alemão de origem africana. Descobri isso quando era criança. Minha mãe, no leito de morte, me confidenciou essa mistura de raças:
- Zé, você é negro, preto como sua mãe, mas seu pai era um marinheiro alemão que conheci num porto em Minas Gerais.
- (Em duvida) Porto em Minas...
- Isso, ele ...cof,cof,cof...era loiro de olhos azuis...- Interrompi mamãe com alegria incontida:
- Então é por isso dizem que sou "um preto quase azul". Herdei essa tonalidade preto-azulada de minha pele, dos olhos de papai. Agora tudo foi esclarecido!!
Minha mãe arregalou os seus olhinhos amarelos de febre e morreu na mesma hora. Eu tinha 8 anos e minha vida mudou nesse dia. Levado a Volta Redonda, fui viver numa creche mantida por padres. Regida por princípios cristãos, minha personalidade foi se formando de acordo com a severa educação dos padres. Quando fiz 12 anos, o chefe da creche veio me comunicar:
- Jose, agora é tempo de você partir. Você logo será um adolescente e não poderemos mante-lo aqui. Alem de tudo, você já tem alguns pelos pubianos e seu membro está tomando um tamanho descomunal. Não gostamos disso, somos pedófilos, não tarados. Vá experimentar algumas mulheres e chega de bunda de velho!
- Mas padre Eustáquio...
- Vá meu filho, Deus quer assim.
E fui para o mundo. Fui engraxate, trombadinha e toda variedade de coisas que um pretinho da minha idade podia fazer. Mas graças a minha origem alemã , não sucumbi a vagabundagem. Virei Office boy e ganhei meu dinheiro. Conheci mulheres, álcool, drogas e todas maravilhas da vida mundana. Mas algo dentro de mim, dizia que aquilo era errado. E entrei pro seminário. Formado, tornei-me um homem de Deus e passei a me chamar padre Tony Manero, numa homenagem a John Travolta, meu ídolo católico.

Era 1980 e o Papa visitou o Rio de Janeiro. Quando fui conhece-lo pessoalmente, tive a pior experiência de minha vida. Eu esqueci o nome do Papa:
- Senhor Papa, Carol...Carol...É Carol Vostoki, né???!??
Imediatamente os Bispos me retiram da frente do santo padre e fui castigado a nunca mais chegar perto de João Paulo II. Levei 25 anos estudando o nome do Papa, dia após dia, letra por letra, vogal por vogal, consoante por consoante, dáblil por W, ípsilon por Y.
E me olhei no espelho, orgulhoso, falando com fluência européia:
- Carol Wojtyla!!
Toca o telefone da sacristia e vou atender. Era meu Arcebispo:
- Padre Tony Manero, onde o senhor esteve nos últimos dias??
- Senhor, estive estudando a palavra de Deus. E finalmente já posso reencontrar o Papa Carol Wojtyla!!!
- Esqueça, o Papa morreu. Temos um novo Papa e vamos pra o Vaticano amanhã. Prepare-se para embarcarmos logo cedo!
- Meu deus do céu!! João Paulo II pereceu? Por onde andei nesse tempo? - Ajoelhei-me e falei olhando a nave da igreja - Deus , confio em Ti, mas que destino escreves pra mim??- Peguei o telefone e voltei-me ao bispo - E como chama-se o novo Papa, Senhor Bispo??
- Papa Bento XVI! O bispo Joseph Ratzinger!
- Putaquelparil(!!) agora é que fudeu tudo!
E passei toda viagem ao Vaticano, decorando o nome do novo Papa:
- Joseph Schwarzenegger, Joseph Schwarzenegger, Joseph Schwarzenegger...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Mamãe dizia para papai se livrar daquele monstro, mas ele relutava e dizia que era importante ter um cachorro feroz para a guarda da casa. E que ele acostumando-se conosco não representaria perigo. Eu tinha medo dele, enorme, com dentes de tigre e rugido de leão. Um diabo. Mas acreditei em papai e resolvi que era melhor ser amigo que inimigo de um bicho que não gostava de ninguém e morava no mesmo terreno.


Sempre trancado no canil de grossas grades, tentava arrancá-las a dentadas sempre que alguém que não papai aproximava-se. Peguei alguns biscoitos e fui pra próximo da grade trocar algumas idéias com ele. Rugiu e enlouqueceu na minha presença. Eu, então com oito anos de idade não tinha muita noção das coisas, mas tinha medo.


Sentei-me e deixei que latisse enquanto falava carinhosamente, e lançava-lhe um biscoito sempre que aquietava um pouco. Fiz isso por uma semana e já não se importava com minha presença. Pensava eu que ele trancado lá, tinha razão de estar revoltado mesmo. Conversava com ele e ele já me ouvia quieto, deitado às vezes e sem qualquer ferocidade no olhar. Arrisquei um carinho dias mais tarde e ele aceitou o afago como fosse um filhote. Dava a pata quando eu pedia e lambia minha mão já. Éramos amigos, não o temia. E sentia orgulho dele continuar a mesma fera com os outros. Como Hamsés e seu leão. Queria-o bem, mas fui o responsável pela sua morte.

Na escola, havia um menino que vivia a me dar cascudos e me bater e esculachar na frente dos meus amigos. Três anos mais velho, eu não arriscava reação. Chorava às vezes. E comecei a bolar um plano para vingar-me.

Pensei em convida-lo para jogar vídeo-game e soltar o cachorro quando entrasse, mas eu nunca falava com ele, como propor uma partida de Super Mario amigável? Pensei no assunto a aula toda. Queria vê-lo morto, mas não surgia nada na idéia. Bateu o sinal, tomei o rumo de casa ainda pensando. Não ouvi meu carrasco tripudiando de mim até sentir o cascudo na cabeça. - To falando com você, retardado! – Continuei imóvel. A idéia veio então, de chofre e perfeita.

- Vai ver se eu to comendo sua mãe, seu viado. Disse eu e sai em disparada até minha casa, que não estava longe. Enquanto corria, xingava mais e mais para anima-lo a continuar a perseguição. Entrei em casa e tranquei o portão. Sabia que não o seguraria, pois o muro era baixo e as grades fáceis de pular. Corri até a porta do canil e torcendo que ele pulasse dentro do terreno. Alisava a cabeça da fera, para ele não perceber a armadilha e continuei xingando tão logo ele ameçou invadir. Pulou. Deixei ele tomar distância do muro e abri a grade. – Pega! – E o cachorro avançou. A meninada que corria atrás para ver-me apanhar como nunca havia apanhado antes chegava ao portão e escutava os berros do desgraçado, e berravam diante da cena terrível. Ele tentava lutar com o animal, que mais enfurecido ainda cravava os dentes e puxava as carnes de seus braços, rosto e tudo o mais. A agitação era grande, eu assistia estático, horrorizado e com medo do tamanho da desgraça que se sucederia. Não tinha como parar a carnificina mais. Quando o menino parou de mexer, ele rosnava e arrasta seu corpo pelas pernas. A algazarra chamou a atenção de um vizinho. Armado invadiu o terreno e atirou no cachorro, que continuava a avançar na direção do homem. Foi preciso mais quatro tiros para coloca-lo no chão. Cai de joelhos e chorei. O desgraçado me abraça para tirar-me dali enquantos outros homens entram na casa para socorrer o filho da puta.

- Você está bem, rapazinho?

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